Família

Filha de dependente química, abandonada no hospital recém-nascida, é adotada por enfermeira!

Há quatro anos, Liz conheceu sua filha Gisele nos corredores do hospital. Ela foi abandonada assim que nasceu, prematura e com menos de um quilo.



Muitas pessoas passam anos alimentando o sonho de se tornar pais, mas acabam postergando a decisão por inúmeros motivos, adiando o momento em que a quantidade de membros da casa vai aumentar. Existem inúmeros tipos de família, e não tem um jeito certo ou errado de formar uma, pois o que importa, no fim do dia, é a quantidade de amor que existe.

Há cerca de quatro anos, a enfermeira Liz Smith conheceu, nos corredores do hospital onde trabalhava, Gisele, a menina que se tornaria sua filha adotiva. Desde que se entende por gente, a mulher de 47 anos alimentava dois sonhos: tornar-se enfermeira e mãe.

Quando completou 40 anos, encerrou um relacionamento, e sua irmã a incentivou a buscar a maternidade por conta própria. E foi isso o que Liz fez. Foram inúmeros tratamentos de fertilidade, que acabaram não resultando em nada, até o ponto em que ela achou melhor deixar o sonho de lado. Com foco na carreira, mudou-se para Boston, nos Estados Unidos, onde se tornou diretora de enfermagem do Hospital Infantil Franciscano.


Segundo reportagem do Today, um dia, quando saía da unidade médica, deparou-se com um pequeno bebê num carrinho, e perguntou à enfermeira quem era “aquele anjinho”. A menina se chamava Gisele, filha de uma dependente química, que a expôs a narcóticos durante toda a gestação, fazendo com que ela nascesse prematuramente, com apenas 29 semanas, pesando menos de um quilo.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Liz decidiu intervir no caso da menina, e passou a cuidar dela o tempo todo. Como estava em abstinência, Gisele precisou de um tubo de gastrostomia para se alimentar, mas acabou perdendo peso rapidamente. Durante os meses em que ficou no hospital, a pequena nunca recebeu nenhuma visita, o que não deixava a enfermeira animada, já que queria que ela conhecesse os pais.

Mesmo deixando os sentimentos pessoais de lado, Liz sabia que deveria tentar adotar a pequena Gisele, principalmente quando o estado encerrou os direitos parentais daqueles que a haviam concebido. Foi quando percebeu que sua vida havia mudado e que estava perto de concretizar seu sonho de ser mãe.


Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Com o pedido de adoção definitiva e já com Gisele em casa, Liz não queria que sua maternidade fosse à custa de outras pessoas, mas quando percebeu que os pais não foram atrás da menina, soube que não era isso o que estava acontecendo. A enfermeira recebeu um telefonema do juiz algum tempo depois, informando que a adoção formal aconteceria no dia 18 de outubro, e, no fim, chamou-a de “mãe”.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Depois de um longo e doloroso processo, Liz e Gisele vivem juntas e bem. Para a enfermeira, a maternidade consegue ser ainda melhor do que um dia imaginou, principalmente porque vive momentos que nunca teria conseguido ocupando o cargo no hospital. Os abraços matinais, as coisas que as fazem rir, enfim o amor que transborda faz tudo mais parecer supérfluo.


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