Pessoas inspiradoras

Filha de doméstica e deficiente visual, jovem negra com albinismo é aprovada em 1º lugar na USP

Uma conquista fruto de muita dedicação e força que merece ser celebrada. Confira!



Ana Beatriz Ferreira é uma jovem paulistana de 20 anos negra, mas que nasceu com albinismo, o que lhe trouxe traços físicos únicos. Recentemente, ela viralizou nas redes sociais por alcançar aprovação em primeiro lugar no curso de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), em uma das modalidades de cotas.

A jovem, que também tem deficiência visual decorrente da condição genética, é filha de uma empregada doméstica negra e de um eletricista aposentado branco. Por muito tempo, sua aparência foi algo conflitante, pois não sabia em qual etnia se encaixava.

Para tentar fugir do racismo que testemunhava em sua mãe, tias e amigos, ela chegou a usar o albinismo como uma forma de se tornar branca, mas com o passar dos anos amadureceu a forma de enxergar a si mesma e decidiu que se aceitaria como negra e reivindicaria o seu espaço.


Vivendo as dificuldades do diagnóstico tardio, que somado à falta de acessibilidade chegaram a fazê-la desanimar de ir à escola, ela decidiu que a educação a ajudaria a conquistar o sucesso e a felicidade em sua trajetória.

Direitos autorais: arquivo pessoal.

Então, depois do trabalho como modelo, ela decidiu que tentaria conquistar uma vaga numa universidade. Estudando a vida toda em escolas públicas, conseguiu bolsa em um cursinho e se dedicou muito ao aprendizado. Com a chegada da pandemia, assim como muitos jovens, precisou se adaptar a uma nova realidade de ensino, e enfrentou os desafios da falta de espaço dentro de casa, mas não desistiu, e manteve a motivação.

No fim de 2020, ela prestou vestibular da Fuvest e o Enem, para tentar uma vaga na USP. Através do Sisu, em uma das modalidades de cotas, Ana viu o seu grande objetivo se tornando realidade ao ser aprovada em primeiro lugar para o curso de Psicologia.


Ela escolheu esse curso porque existe uma vertente mais “plural e diversa”, através da qual pode trabalhar com as pessoas da periferia, através de abordagem de questões de “raça, classe e gênero”.

Direitos autorais: arquivo pessoal.

As aulas de Ana já começaram, e ela faz parte de um coletivo negro “Escuta Preta”, ao lado de outras jovens do mesmo curso. Nesse novo momento de sua vida, ela afirmou sentir que é capaz de entender e criar a própria voz e história, sem que outras pessoas precisem ditar o que é ou não é.

Apesar de demonstrar muita dedicação, força de vontade e trabalho duro, a jovem compartilhou que não foi apenas o esforço pessoal que a levou à aprovação, afirmando que o apoio da família, o acesso aos cursinhos e a possibilidade de parar de trabalhar por um tempo para focar nos estudos também foram fundamentais para que atingisse a sua meta.


Parabenizamos a jovem por sua história de superação e desejamos que seja muito bem-sucedida em sua graduação.

Compartilhe o seu exemplo com os amigos através das redes sociais!

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