Comportamento

Filho de Kadu Moliterno publica foto trabalhando em plantação de maconha na Califórnia

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Nas redes sociais, o jovem publicou fotos da temporada que passou trabalhando na Love Humboldt, uma fazenda que produz e comercializa cannabis artesanal e orgânica.



Nos últimos anos, alguns países da América Latina têm se unido ao grupo dos que permitem ou toleram o uso recreativo e/ou comercialização de algumas drogas. Ao menos 31 países já praticam uma postura mais liberal sobre o tema, incluindo o Brasil, que aprovou há pouco tempo o uso do produto para fins medicinais.

O Uruguai foi o primeiro país do mundo a permitir o cultivo de cannabis para fins comerciais e, atualmente, a maioria esmagadora dos estados norte-americanos já permitem que a população faça uso recreativo da planta. A Califórnia possui a maior fatia do mercado local, sendo a região que mais produz e vende tanto a erva quanto produtos à base de cânhamo.

Na última semana, Kenui Moliterno, de 23 anos, postou em suas redes sociais sobre a temporada em que trabalhou na fazenda Love Humboldt (Califórnia/EUA), que cultiva cannabis. Com registros felizes, o filho do ator Kadu Moliterno, de 69 anos, mostrou um pouco de sua rotina no local, retratando as pessoas com quem trabalhava como quase parte de sua família.


Em um dos comentários na publicação do jovem, uma amiga afirma que os donos da fazenda têm sorte de encontrar alguém como ele que, segundo ela, possui uma “alma nova”, capaz de dar “uma nova energia e valorização” aos produtos do local.

Kenui agradece aos elogios e ainda diz que sente falta de colher o produto ao lado dela, ressaltando que ela deixou um grande vazio no local, quase impossível de ser preenchido. Não é a primeira vez que o rapaz se torna centro de discussão de assuntos que “incomodam” grande parte da população. Assumidamente homossexual antes mesmo de completar 18 anos, Kenui recebe apoio incondicional da família, tanto em relação à orientação sexual quanto ao trabalho na fazenda de cannabis.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@kenuimoliterno.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@kenuimoliterno.


O uso recreativo da maconha, a cada ano, tem se tornado realidade em inúmeros países e localidades diferentes. Se antes ouvíamos falar vagamente sobre os Estados Unidos e a Holanda, hoje se juntam a esses dois o México, o Uruguai, Bangladesh, Coreia do Norte, Jamaica, Portugal, Suíça, Espanha, por exemplo.

Se considerarmos o uso para fins medicinais, esse número sobe consideravelmente. Na América Latina, a Colômbia e o Equador, bem como o Brasil, fazem parte dos países que permitem, com restrições, o uso de medicamentos à base de cannabis por pacientes que, comprovadamente, precisem deles para melhorar a qualidade de vida, como em alguns casos de epilepsia.

O uso recreativo e o plantio não são legalizados no Brasil, e o réu pode responder por posse, uso e tráfico, caso possua equipamentos que possam ser enquadrados como destinados à comercialização, como balanças. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, desde que a Lei de Drogas foi sancionada, em 2006, a população prisional aumentou cerca de 254%, sendo que 67% das pessoas encarceradas são negras.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@kenuimoliterno.


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Direitos autorais: reprodução Instagram/@kenuimoliterno.

Considerada uma lei progressista, a lei de drogas sancionada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva visava reduzir a ascensão punitivista que vinha sendo enfatizada pela justiça, fazendo com que usuários só recebessem advertências ou fossem obrigados a prestar serviços comunitários e/ou participar de programas educativos. Na prática, os dados mostram que policiais, promotores e juízes diferenciam os usuários dos traficantes com base na raça e na classe social.

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