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Filho de lavradores e quilombola, menino sergipano será médico do seu povoado

A história do menino João Costa é um exemplo de que as adversidades da vida não precisam nos impedir de buscar nossos objetivos e realizar nossos sonhos. O menino é quilombola, filho de dois lavradores e foi criado durante toda a vida na roça. Mas isso não foi impedimento para estudar e se tornar um médico.


João recentemente concluiu o curso de Medicina na Universidade Federal do Sergipe (UFS) e será o novo médico de seu povoado, o Povoado Sítio Alto, em Simão Dias, no Sergipe.

O menino não se envergonha de sua origem, muito pelo contrário, tem orgulho de dizer de onde veio e de suas conquistas:

“Negro, quilombola, filho de lavradores, nascido e criado na roça, filho do meio e integrante de uma família humilde composta por 11 irmãos e rodeada pela pobreza, chego ao fim de uma enorme batalha!”.

A condição de sua família nunca foi boa, e ele sempre soube que os estudos eram a única maneira de ter um futuro próspero e poder ajudar os seus pais. Seus pais são analfabetos, portanto nunca tiveram uma renda sólida. Dessa maneira, o menino e seus irmãos tiveram uma infância complicada e muitas vezes lhes faltavam itens básicos, como roupa e até alimentos.


Em meio a essa realidade, poderia parecer impossível vencer na vida, mas não para João. Ele sempre se dedicou aos estudos para proporcionar uma realidade de vida melhor para a família.

“Eu me destacava cada vez mais na escola, porque sabia que a única opção para uma ascensão social e financeira era por meio dos estudos”, diz João.

Ele conseguiu seu primeiro trabalho fora da roça quando estava no terceiro ano do ensino médio. Era um trabalho na Promotoria de Justiça de Simão Dias, no qual ficava durante meio período. No entanto, não estava totalmente satisfeito, porque ainda tinha que entrar na faculdade, e para isso enfrentou sua insegurança interna e muitos preconceitos, como diz abaixo:


“Muitas vezes me questionava se seria possível, se eu era capaz. Recebi muitos comentários desencorajadores, de pessoas próximas inclusive, pelo fato de ser uma pessoa pobre, vindo da roça, negro e proveniente de escola pública. Conseguir curar Medicina? Muitos consideraram improvável! Mas Deus e o destino foram maravilhosos comigo!”

No entanto, nada disso desmotivou João, que aos 17 anos passou em terceiro lugar para Medicina na Universidade Federal do Sergipe.

Durante os seis anos de estudo, enfrentou muitos desafios, principalmente devido ao sustento da família “que ainda é provido pelo trabalho na roça e por benefícios sociais de distribuição de renda”.

Essa fase difícil, e agora, prestes a colar grau, o menino batalhador dá um conselho para todos aqueles que se sentem incapazes e desmotivados:

“No pouco que vivi aprendi que, quando as dificuldades baterem à sua porta, deixe-as entrar! Nada melhor que os desafios para instigar a evolução humana. Acredito que se eu não tivesse tantas dificuldades, não estaria me graduando em Medicina, curso ainda elitizado e estereotipado em nossa sociedade.”

Este é o primeiro grande passo para realizar o sonho de proporcionar uma vida melhor para família, e João escolheu o melhor caminho para isso, ajudando muitas outras pessoas no caminho!

Abaixo a publicação da Universidade Federal do Sergipe sobre a conquista do menino:

Essa é uma história realmente inspiradora, que nos faz refletir sobre o valor que damos às nossas dificuldades, e que está em nossas mãos torná-las um impedimento ou apenas mais um obstáculo, que tornará nossa vitória ainda mais bonita!

Esperamos que se lembre desse exemplo sempre que precisar de um reforço positivo em sua vida!

Se você gostou, comente abaixo e compartilhe essa bela história com seus amigos!


Direitos autorais da imagem de capa: João Costa/Arquivo pessoal





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