Reflexão

Filho, você é a razão pela qual me levanto todas as manhãs. Ser sua mãe me faz mais feliz!

A força arrebatadora da maternidade chega para nos dizer que nunca sentimos um amor do tamanho do que sentimos pelos nossos filhos antes.



Tornar-se mãe é um dos processos mais viscerais da história evolutiva. Já é esperado que as pessoas com útero sejam capazes de, em algum momento de suas vidas (ou vários), gerar um filho.

Todos os meses o corpo se prepara para isso, aguardando o exato momento em que vai criar outro pequeno ser humano, finalmente usando os traços genéticos dos ancestrais, que estavam guardados apenas para serem depositados em alguém.

Pode parecer uma coisa simples, mas gerar uma criança causa as maiores transformações já vistas e imaginadas no corpo da mãe. Aquela pequena semente vai se desenvolvendo dia após dia, crescendo e colocando em xeque tudo o que aquele corpo já viveu. A gravidez é um momento tão impactante, que quase todos os órgãos da mulher mudam de lugar, inclusive o coração, para abrigar aquela pequena criatura.


Vitaminas, minerais e vitalidade, tudo o que é possível ser passado pelo cordão umbilical, as mães passam, mesmo que isso seja cobrado de sua saúde futuramente. Tudo isso, junto com os hormônios, culminam no nascimento de um novo ser humano, alguém que ninguém nunca viu, mas que foi forjado da mesma matéria que os avós, bisavós, tataravós.

O processo de adaptação no puerpério é doloroso, solitário, injusto, muitas vezes. Não são todas as mulheres que dispõem de uma rede de apoio com que podem contar, e ficam sobrecarregadas em um dos únicos momentos em que não deveriam.

Aquela pessoa acaba de se tornar mãe, ela vai conhecer o próprio filho, precisa que seu corpo se recupere das longas semanas em que deu tudo de si por outro ser. Mãe e filho precisam aprender juntos os passos dessa nova dança, e nem sempre é simples.

Muitas coisas externas atrapalham esse processo, ninguém nunca vai saber o que aquela mulher está passando, nem mesmo os médicos podem mensurar com a mais absoluta certeza. A partir daquele momento, ela abre mão de quem era para se tornar a extensão de alguém, e essa ruptura dói. Despedir-se de si mesma não é fácil.


Com o passar dos anos, proteção, amor e educação passam a caminhar juntos. Aquela mulher, que precisou se despedir de quem era, aprende diariamente o que é ser mãe. Enfrenta palpites, opiniões errôneas e compra briga com quem quer que seja se sentir que está correta, porque uma intuição materna nunca falha.

Ela carregou em seu ventre o próprio filho, eles estavam ligados e pulsaram através do mesmo cordão por semanas a fio, portanto a intuição é apenas uma extensão de tudo o que já sentiu. Muitas mulheres não desejam a maternidade porque sabem o que vão ter de enfrentar, enquanto outras, que já são mães, sentem-se tristes porque não conseguem se adaptar à maternidade idealizada nas propagandas.

Devemos lembrar que ser mãe não é um ato performático, que perdemos muito ao longo do processo, porque nossa sociedade nos coloca nessa posição de mártires. Precisamos enfrentar a dura realidade de dar conta de tudo, simultaneamente, porque nos é imposto isso.

Aquela criança, que foi gerada, não sabe de nada disso e precisa de alguém para sobreviver aos primeiros anos. É como se mãe e filho se unissem também pelos ferimentos que sofrem na batalha, provocados por uma sociedade que não aceita crianças em espaços públicos e critica mães neurocompatíveis.


A maternidade pode ser extremamente difícil, mas definitivamente ser mãe dos nossos filhos não o é! Elas não esperam nada além de amor, atenção e acolhimento. Você pode ser quem vai guiar aquela linda alma pelo mundo, transmitindo-lhe os melhores valores possíveis para que as próximas gerações saibam como tratar essas mães, conferindo-lhes o valor que merecem.

Mãe e filho se enlaçam em uma verdadeira explosão de sentimentos, enfrentando as maiores dificuldades lado a lado. Pode ser difícil atender às exigências de todos, mas não é difícil dividir os melhores e os piores momentos ao lado daqueles que nos possibilitaram a maior transformação de todas: nossos filhos.

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