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Filtre a negatividade na sua vida

É preciso filtrar a negatividade da sua vida!

Ser uma pessoa hipersensível como eu não é uma tarefa fácil de se administrar vivendo dentro de uma sociedade densa e cheia de armadilhas invisíveis que nos cercam por toda a parte.

Desde cedo observando meu próprio comportamento e as minhas sensações ao me envolver em algum assunto negativo, situação que não me cabe julgar ou interferir no processo de crescimento de alguém, percebi que a pessoa sensível é como uma esponja, ou seja, se não tiver consciência de como funciona o seu próprio interior para se proteger, acabará deixando o seu canal espiritual aberto, captando as coisas ruins à sua volta, tornando-se uma lixeira emocional na qual todo mundo depositará suas angústias e energias de baixo astral.


A pessoa sensível geralmente é aquela alma bondosa e cuidadora que tem o dom de ouvir e que todo mundo adora procurar para desabafar seus problemas.

Por esta razão, querendo fazer o bem, a pessoa recebe a carga pesada dos outros, alivia o sofrimento alheio e sente-se sugada.

Eu, por exemplo, jamais posso frequentar baladas, ingerir bebidas alcoólicas, criticar os outros, falar maldade sobre alguém, mesmo que seja verdade.


Fazer isso é a mesma coisa que deixar a janelas do meu ser abertas, facilitando para que forças nocivas tenham acesso ao meu interior.

Portanto, cheguei à conclusão de que me recolher no silêncio é a melhor escolha que posso fazer para me proteger dos meus próprios pensamentos julgadores, que às vezes vêm até a ponta da língua e se diluem na saliva.

Quando alguma pessoa me procura com um problema no trabalho, no relacionamento ou crise existencial, antes de me meter no meio do rolo, eu me isolo espiritualmente e peço um tempo, para lhe falar sobre o caso depois.

Curiosamente a pessoa acaba saindo do buraco sozinha, usando a mesma corda que utilizou para descer. Sempre que me deixo levar por algum comentário, dando ouvidos à fofoca, ou falo alguma coisa negativa julgando alguém, como retorno, recebo uma angústia devastadora e rajadas de arrepios pelo corpo inteiro, como se a minha alma estivesse me alertando, por meio de estranhas sensações, que tal comportamento meu invadiu território sujo.


Não estou falando que sou um Dalai Lama do Agreste, que descobriu o segredo da vida e que vive na luz, isolado dos problemas do mundo.

A minha intenção é transmitir a minha experiência, para que outras pessoas, assim como eu, possam compreender o que se passa com elas e aprendam a lidar com a própria sensibilidade.

Não estou dizendo que não devemos oferecer um ombro amigo a quem precisa de uma palavra de conforto.

Na verdade, o que não devemos é tomar as dores alheias, pois atrás das situações difíceis que cada um de nós passamos estão os aprendizados e as lições que precisamos receber para fortalecer o nosso espírito e desenvolver a nossa consciência.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / lekcej





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