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“Fiquei calada apanhando para evitar isso”, relata mãe de jovem assassinada pelo próprio pai

Segundo a polícia de Santa Catarina, os avós da vítima, o tio e a ex-companheira também foram atacados pelo homem. Ele está preso desde o dia que cometeu o assassinato.



A mãe de Géssica Tizon, de 21 anos, que foi assassinada pelo pai com três golpes de faca em rodeio, cidade de Santa Catarina, deixou uma mensagem em suas redes sociais sobre as ameaças e agressões que sofreu de seu ex-companheiro.

Ele é pai de Géssica e é suspeito de matá-la. Está preso preventivamente. Aos 42 anos, além da filha, ele esfaqueou a ex-companheira de 39 anos, os avós e o tio da vítima.

De acordo com informações do G1, a mãe da menina usou as redes sociais para desabafar sobre o caso. Ela escreveu que ficou calada apanhando para evitar que algo pior acontecesse, mas o covarde e monstro fez isso com sua bonequinha, escreveu na publicação. Ela lamentou a perda da filha e disse que sente muito medo dos filhos serem agredidos pelo pai.


A publicação continua com o desabafo da mãe de Géssica, onde ela se pergunta porque essa barbaridade tinha que acontecer com sua família. Sente-se culpada por não ter saído de casa antes, mas tinha medo de que ele fizesse com os três filhos o que acabou fazendo com Géssica.

Direitos autorais: Reprodução/Redes Sociais

A mãe relata que está sofrendo muito, sente falta da filha o tempo todo, chora muito, mas a dor não passa, o pesadelo não tem fim. Ela tem seus outros dois filhos, mas sente demais a falta da jovem.

De acordo com a Polícia Civil, que investiga o caso, o suspeito tinha histórico de violência doméstica, a mãe da vítima não denunciava as agressões e não contava para a família por causa das ameaças que sofria por ele. Porém, no dia do crime, ela reuniu coragem e foi até à delegacia e pediu medida protetiva e saiu da casa que vivia com o suspeito.


Ainda está sob investigação se essa atitude da mulher foi o que motivou o crime. Segundo o delegado Filipe Martins, outras pessoas serão ouvidas durante os dias seguintes. Não há informações de quando as investigações serão concluídas.

De acordo com o boletim de ocorrência e depoimentos colhidos, o pai de Géssica foi até a casa dos avós da menina no fim do dia abrindo fogo contra eles. Depois agrediu as pessoas que tentaram defender a mãe dela. O sogro foi a primeira pessoa que tentou impedir as ações do suspeito, sendo golpeado por faca na cabeça.

A sogra tentou afastar o homem, mas não conseguiu e foi ferida com golpes de faca também. O cunhado tentou apartar e também foi atingido. O suspeito foi até a ex-companheira e a agrediu. Géssica ao ver, foi defender a mãe e foi atingida por golpes de faca.

Os filhos mais novos do casal não sofreram ferimentos e após o crime, foram levados para o Conselho Tutelar da região. O suspeito fugiu para a casa da família, mas foi encontrado pela polícia em um matagal, com cortes pelo corpo. Desde então está preso.


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