Comportamento

Flagrado estudando no chão da rua, menino recebe ajuda de policiais e ganha internet e tablet

A imagem de Jhonatan, de 10 anos, rodou a América Latina nas últimas semanas, assim ele acabou sendo identificado e recebendo a ajuda de que tanto precisava.



Muitas vezes não reparamos na quantidade de privilégios que temos, até nos depararmos com imagens como esta. Todas as pessoas têm direitos básicos que precisam ser respeitados, como o acesso à saúde, segurança, lazer, moradia e educação.

Mas as desigualdades sociais escancaram o doloroso processo de empobrecimento da sociedade, deixando bem claro que não são todos que vão usufruir dos seus direitos.

Quando essas normas básicas são violadas, quem acaba sofrendo é a parcela populacional mais vulnerável, que segue presa ao ciclo da pobreza, sentindo como se não fossem “merecedores” ou como se fossem “menos cidadãos” do que os demais, já que nem o básico conseguem ter.


A imagem que ilustra essa capa mostra Jhonatan Chambi, de 10 anos, estudando nas ruas da sua cidade porque precisava de sinal de internet. Curvado no chão, num dia em que os termômetros locais marcavam 0ºC, enquanto assistia à aula pelo celular do seu pai, foi assim que muitos conheceram o menino.

Naquela ocasião, segundo o jornal El Deber, ele “emprestava” o sinal de Wi-Fi de uma loja de telefonia em Uyuni. A fotografia acabou viralizando, mas não apenas pela situação que o menino se encontrava, mas porque é a realidade de grande parte dos jovens das periferias atualmente.

Os funcionários da escola de Jhonatan o reconheceram de imediato e contam que sentiram muita tristeza e emoção ao ver o tamanho do esforço que precisava fazer para acompanhar as aulas. De acordo com Mirtha Barrancos, a diretora da unidade educacional do menino, na escola existem 638 alunos, dos quais cerca de 40% não possuem celular ou internet para acompanhar as aulas a distância.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Unidad de Apoyo a la Gestión Social.


Mirtha ainda explica que à periferia, o sinal de internet não chega, mesmo quando as famílias contratam os serviços privados. Ela revela que as autoridades educacionais foram informadas, desde o início da pandemia, que existiam muitas crianças que, assim como Jhonatan, não contavam com nenhum aparelho para acessar as disciplinas e acredita que todos têm se esforçado muito na Bolívia para reduzir essa desigualdade social.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Unidad de Apoyo a la Gestión Social.

Assim que se depararam com aquela imagem, representantes do Ministério da Presidência, a estatal de telefonia Entel e alguns policiais garantiram que o menino e sua família tivessem acesso ilimitado à internet, um tablet, uma televisão, DVD, rádio, brinquedos, equipamentos de proteção individual, materiais escolares, roupas e alimentos.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Unidad de Apoyo a la Gestión Social.


Jhonatan e sua família vão ter acesso à internet por um ano, e todos os envolvidos garantiram que nem a instalação fosse paga. Os policiais que ajudaram nas doações foram os responsáveis por levar a situação ao Ministério da Presidência, e receberam muitos agradecimentos da família e dos internautas que acompanharam o caso.

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