ColunistasSuperação

Foi quando eu percebi que eu preciso de mim e que não posso ser extensão de ninguém…

eu sempre penso

Eu sempre penso em Deus. Penso nas coisas das quais Ele me salvou, nos curativos que fez em meu coração, no tempo que levei para me levantar e sentir a vida de novo batendo em meu rosto de forma mais amena.



Eu sempre pensei demais, sempre me preocupei muito com o que os outros diriam sobre mim ou desejariam para mim.

Meus tropeços serviram de base, toda a energia que despendi inutilmente só me prejudicou.

Ao inverter os papéis e me colocar mais em cena, observando o que de verdade era preciso, eu mudei a linha de raciocínio, mudei o olhar e a maneira como via meu mundo.


Confesso que me deixei levar por muita coisa desnecessária, sempre senti necessidade de ter alguém ao meu lado, como se fosse salvação de vida.

Foi quando eu percebi que eu preciso de mim, e que não posso ser extensão de ninguém que pensa de modo diferente e não vive o que eu vivo e sinto.

Eu aprendi que toda necessidade interna, que seja honesta e verdadeira, faz parte daquilo que desejo como meta de vida, e que sonhar, por vezes, não dói, que me afastar não é exagero, e que deixar para trás a vida que não queria mais foi solução de crescimento e amadurecimento para algumas frustrações internas.

Eu sempre soube que não seria fácil, justamente pela minha trajetória, pelas coisas que passei e pelas coisas que ouvi e senti durante muito tempo. Mas eu modifiquei, afastei e evitei que muita coisa ruim chegasse até mim.


Realinhar a alma é como alinhavar o tempo, dando chance ao coração de perdoar e não contracenar mais com certos desesperos ou forçar situações que chegaram ao fim.

Doeu, vai passar. Por vezes, o choro liberta e tudo fica para trás. Eu aprendi que insistir onde não dá flor é acumular espinho, é desilusão para os dias é como se entregar aos dramas inconsequentes, sem final feliz.

Eu sempre penso que vai acontecer algo novo, que hoje é outro dia e que anoitecer ainda me dá a chance de agradecer e continuar buscando essas páginas que são histórias dentro de momentos bons ou ruins.

À medida que eu me elevo, vou monte acima, vou desempenhando meu papel como protagonista de mim.


A alma é sensível, o círculo de amigos é estreito, mas é perfeito para o que preciso.

Posso ser uma planície que vive isolada, posso ser o sol que brilha sozinho, levando luz a quem precisa.

Eu sempre penso que vai dar certo, que já deu. Que ao abrir a porta e dar chance ao sorriso aos sentimentos mais humanos o caminho fica menos raso, menos complicado por mais que incidentes aconteçam, por mais que eu só queira viver, sem tantos arranhões e hematomas mais profundos.

Ninguém está livre disso, eu sei. Mas é isso que me faz uma lutadora.  Sigo servindo a Deus e prosseguindo. Essa é a cura benéfica que, do alto, faz morada em mim.



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: nickolay / 123RF Imagens


Sua paz interior começará no dia em que você não se permitir ser manipulado

Artigo Anterior

A verdade é que eu mudei. Não foi para agradar ninguém. Mudei por mim mesma

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.