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A força do perdão…

Com tantos acontecimentos tristes e chocantes e as pessoas sofrendo os malefícios da violência, eu o convido a pararmos com as lamentações e comentários negativos e começarmos a refletir que valor terá a nossa vida se a vivermos com ódio e desejo de vingança.



Atenção: “Sentir ódio é o mesmo que tomar um veneno querendo que o inimigo morra!”. E quem é que vai querer viver toda a sua vida envenenado?

Por isso que é preciso que você reconheça a importância do perdão para o equilíbrio de sua saúde espiritual, mental, emocional e física.

Cada um de nós passa, mais dia, menos dia, por alguma situação em que nossos mais elevados sentimentos são colocados à prova. É quando vem a dor da mágoa, do sofrimento causado pela falta de bondade de alguém. E é nessa hora que é preciso que você mostre ao mundo a sua nobreza de sentimentos, fazendo o esforço quase sobre-humano de perdoar e de repudiar a vingança, consciente de que vingar é estar se igualando ao malfeitor, alimentando o ódio nos corações envolvidos pela dor.

O perdão consiste em procurar desapegar-se da experiência negativa vivida e situar-se no presente, no “aqui e agora”. Aprenda a não julgar as pessoas por seus atos e aparências, porque, por trás de cada situação há sempre um turbilhão de dificuldades que passam despercebidas. Que você possa se lembrar que, um dia, seus ofensores foram, também, bebês risonhos e frágeis…


Há pessoas que se negam a perdoar, amarradas pelo rancor, achando que, se cederem ao perdão, serão consideradas covardes, fracas e humilhadas. Porém, não se pode confundir perdão com impunidade. É diferente.

Perdoar não significa você tolerar um comportamento que o prejudica e o fere, nem esquecer completamente a dor causada. Os atos criminosos cometidos devem sempre ser punidos pelas vias legais, e o agredido, para se libertar das amarras do ódio, deve conduzir a própria vida de forma pacífica e serena, plantando a semente do bem.

Recordo-me, agora, de uma passagem, no final da existência de Mahatma Gandhi (1869-1948), quando o interrogaram se ele havia perdoado todas as ofensas que recebera da parte dos seus ofensores e ele respondeu, com verdade: “Nada tenho que perdoar, porque nunca ninguém me ofendeu.” Citando o seu biógrafo Huberto Rohden: “ (….), atingiu o Mahatma um estágio evolutivo para além do vingar dos viciosos e para além do perdoar dos virtuosos; conseguiu não ser atingido por ofensa alguma; (….) conseguiu não se sentir mais ofendido, tornar-se absolutamente inofendível.”

Então, querido leitor, até que alcancemos essa condição evolutiva, continuemos a burilar nossos sentimentos. Comprovado está que alimentar ressentimentos, culpar-se com relação ao passado, censurar-se e olhar o futuro com medo são padrões de pensamentos que mantêm as doenças e o mal-estar dentro do nosso corpo, podendo até destruí-lo.


A mágoa arraigada corrói o organismo e transforma-se na doença que chamamos de câncer. Quando estivermos doentes, precisamos descobrir a quem temos de perdoar. O processo de cura inicia-se quando nos dispomos a perdoar.

Outras dificuldades decorrentes da falta de perdão são os problemas financeiros, que se resolvem quando nos dispomos a perdoar aqueles que um dia nos machucaram os sentimentos, principalmente as pessoas ligadas à nossa criação.

Talvez você ainda não saiba como perdoar, mas ao se dispor ao perdão, o Universo acolherá o seu desejo e o ajudará nessa sublime tarefa de libertação interior.

Perdoar, enfim, é reconhecer que existe algo mais importante a fazer com a magnífica energia da vida e procurar pensar somente no bem que você pode realizar.

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Direitos autorais da imagem de capa: itsmejust / 123RF Imagens

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