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Formado, engenheiro que passou fome agradece aos pais que o apoiaram: “O diploma é meu e dos meus pais”

Terminada a graduação, o jovem fez uma carta incrível, que viralizou nas redes sociais. Conheça sua história!



Christian Amarilla é um jovem argentino que deu um grande exemplo de amor e gratidão aos pais. No meio de 2019, aos 26 anos, ele concluiu sua graduação de licenciatura em Engenharia Química e publicou uma carta emocionante em seu perfil no Facebook, que retrata a sua jornada de vida, e viralizou na rede social.

O portal La Nación entrevistou o jovem e contou um pouco mais da sua trajetória. Apesar de hoje estar formado e encaminhado para uma vida melhor, Christian precisou enfrentar muitos desafios com os seus pais.

Na infância, ele e a família chegaram a passar fome por muitos dias. Com sua mãe desempregada e o pai trabalhando com limpeza e segurança num cemitério, pedalando 30 km por dia, os recursos eram muito escassos, e Christian muitas vezes se alimentou com apoio de desconhecidos.


Seus pais chegaram a passar fome para que ele e os irmãos tivessem o que comer, e o menino chegou a ter roupas emprestadas por amigos para que pudesse se vestir.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Christian Amarilla.

Todas essas dificuldades poderiam tê-lo abalado e feito com que ele desistisse de buscar uma boa vida, mas a realidade foi o oposto. Ele quis valorizar a luta dos pais tornando-se um homem bem-sucedido.

Então, com a ajuda do clube do seu bairro, que lhe permitiu treinar por 11 anos sem pagar e ainda bancou suas viagens para jogos, ele conseguiu bolsa numa universidade da região, e conseguiu o diploma de Engenharia.


Graduado, ele decidiu escrever a carta, agora viral, para contar aos seus amigos sua história de vida e reconhecer o trabalho árduo de seus pais. Uma de suas amigas de infância viu a carta e pediu para ele compartilhá-la, então ele a publicou em sua rede social e teve mais de 27 mil curtidas, além de milhares de comentários elogiando sua determinação e a força da família.

Christian disse que o diploma era seu e de seus pais e hoje, numa situação muito melhor, embora não se sinta um “exemplo”, ele afirma que o que o levou aonde está foi a luta para mudar sua realidade e o desejo de dar orgulho à sua família.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Christian Amarilla.

Para aqueles que passam pelas mesmas dificuldades, Christian tem um recado: “Procure oportunidades, porque elas estão aí; se batermos um pouco mais forte, as portas se abrem.”


Christian é um grande orgulho para sua família. Que mais jovens tenham a sua determinação! Confira sua carta que viralizou na íntegra:

“Eu sou o saco de pão com geleia que os zeladores me deram quando terminei a escola para eu levar para casa.

Sou o clube de bairro, que me permitiu treinar basquete por 11 anos sem cobrar taxas sociais e pagar transporte para eu ir aos jogos. Também sou as chuteiras de futebol baratas, que costumava jogar basquete quando criança, porque não tinha outro calçado.

Sou as roupas emprestadas de meus amigos para sair para dançar. Eu sou as atividades que meus colegas de escola fizeram para pagar a minha viagem de graduação. Eu sou o bullying que sofri na adolescência por ter a pele mais escura que as demais.


Sou os 30 quilômetros de bicicleta que meu pai fazia todos os dias para ir a dois empregos por pão ralado. Eu sou a dor nas costas que ele sente à noite hoje por ter que continuar trabalhando, apesar da hérnia de disco, eu também sou as cólicas.

Eu sou as invenções da minha mãe para que o arroz branco seja o prato mais delicioso do mundo. Eu sou a preocupação dela quando eu cheguei tarde em casa, quando era criança, e também a sua ocupação para que eu continuasse a estudar à medida que crescesse. Eu sou a fome que eles dois passaram tantas vezes para que eu e meus irmãos comêssemos o pouco que havia.

Eu sou a bolsa que me deu a oportunidade de ir para a universidade. Eu sou o tempo que meus amigos me deram me preparando para chegar bem a um exame. Eu sou as horas na sala de leitura. Sou minhas unhas comidas pelo medo e ansiedade de não terminar a corrida.

Eu sou o dano que causei às pessoas que me amaram incondicionalmente. Para hoje ser “graduado”, primeiro tive que ser todas essas coisas, por isso hoje gosto muito de ser quem sou, porque é muito difícil chegar lá, e porque me custou muito em particular. Que venha o que vier, porque estou pronto.”


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