Comportamento

Foto de menino desanimado ao voltar para escola viraliza. “A animação do primeiro dia de aula”

capa site Foto de menino desanimado ao voltar para escola viraliza A animacao do primeiro dia de aula

Kael chamou a atenção nas redes por aparentar não apenas cansaço, mas também certo tipo de apatia pelo início das aulas.

As férias costumam ser um dos momentos mais divertidos e relaxantes, principalmente para as crianças, afinal elas deixam de cumprir uma série de horários e rotinas. Encontrar familiares, brincar com os amigos e até viajar com os pais, não existe coisa melhor do que aproveitar de maneira genuína essa deliciosa fase da vida.

O único aspecto negativo desse período de descanso é que ele acaba, e o infinito ciclo de cumprir horários, retornar às aulas, deslocar-se pela cidade, fazer tarefas e dormir cedo volta a se instalar na maioria das casas. O cansaço e a apatia provocados pelo retorno do período letivo em algumas crianças chegam a ser visíveis.

Esse foi o caso de Kael, de 6 anos, que viralizou no Twitter por meio de uma foto retratando seu completo desânimo na volta às aulas, publicada pelo pai. Em dois anos de pandemia, em que muitas crianças precisaram iniciar a alfabetização e passar por diversos conteúdos em casa, voltar às aulas presenciais pode ser um desafio dos grandes.

Segundo reportagem do UOL, o pequeno se habituou a acordar mais tarde, inclusive ficava com um mau humor daqueles toda vez que precisava se levantar um pouco mais cedo. Mesmo assim, foi preciso estabelecer uma rotina para que ele conseguisse ter uma volta um pouco menos “dolorosa” à escola, já que a educação é um assunto sério.

As preferências de cada um podem ser diferentes, enquanto para Kael acordar cedo é um trabalho que exige muito dos seus ânimos; para o irmão é completamente diferente. A mãe Katiusse Florentino da Mota, de 34 anos, explica que o primogênito tem o hábito de acordar às 6 horas da manhã já ligado na tomada, como se suas energias estivessem totalmente recarregadas.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @brincatelie

Dentro da rotina que os pais decidiram estabelecer, Kael precisou de atenção extra para a questão das horas de sono. A mãe explica que ele não apenas gosta de dormir muito, como precisa dessa quantidade de horas bem estabelecida para que o dia seguinte seja mais fácil de encarar, sem que o mau humor afete sua rotina. É justamente para essas crianças que o despertar cedo, num horário um pouco mais rígido, é desafiador.

Com muitas famílias, o retorno às aulas não começa apenas na data estabelecida pelas instituições, mas alguns dias antes, principalmente para alunos do período matutino. “Treinar o sono” para que acordar cedo não seja tão penoso é um processo, e muitos pais e mães precisam lidar com a questão com antecedência.

Para o pequeno Kael não foi diferente, mesmo antes de as aulas se iniciarem, os pais começaram a acordá-lo mais cedo, assim ele poderia sentir menos quando a rotina se estabelecesse. No dia do retorno aos estudos, foi a avó quem levou o menino, sendo também a responsável pela fotografia que viralizaria nas redes sociais.

Depois da foto de Kael, muitos pais do Brasil resolveram compartilhar um pouco do que estavam passando com seus filhos nesse momento de volta às aulas, e o cenário não diferia muito. Algumas crianças aparentavam passar por pequenas “crises existenciais”, enquanto outras questionavam a necessidade de acordar tão cedo.

Mas a foto do menino de 6 anos demonstrando completo desânimo por ter acordado tão cedo também representa um pouco do que tem sido a vida das crianças nos últimos dois anos: isoladas do círculo social anterior, precisando encarar longas horas dentro de casa e com pouca atenção, já que os pais continuaram cumprindo suas rotinas de trabalho.

Com uma sociedade que não minimizou a pandemia para as crianças, muitas sentiram o impacto do vírus de maneira diferente, isso porque o período de socialização infantil é extremamente importante para delinear a forma como os pequenos vão se comportar no futuro, eles aprendem a lidar com outras crianças, desenvolvem seu potencial e capacidade na escola e ainda se divertem. Como mensurar o que perderam com a pandemia nestes dois anos?

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