Comportamento

“Fui acusado de sequestrar meu filho branco.” Pai negro conta episódio de racismo em restaurante

O homem relatou o preconceito sofrido por ser negro e adotar uma criança branca. Leia!



A adoção é um ato de amor que dificilmente pode ser explicado em palavras. Receber alguém com quem não se compartilha nenhum vínculo em sua casa e criá-lo com amor, acolhimento e oportunidades são evidências de bom caráter de um ser humano. No entanto, mesmo nesses momentos, as famílias não estão livres do preconceito.

Em um relato à BBC, Peter Mutabazi compartilhou um episódio chocante que viveu com Johnny, seu filho adotivo, à época com 7 anos.

Ele nasceu em Uganda e morou na rua durante dois anos, até ser acolhido por Jacques Masiko e sua família, que cuidaram dele até que ele ganhasse uma bolsa de estudo nos Estados Unidos e se estabelecesse no país.


Com os anos, passou a nutrir o sentimento de acolher crianças necessitadas, assim como Jacques fez por ele, e então se registrou como pai adotivo. Em três anos, Peter já recebeu nove crianças em sua casa, negras, hispânicas e brancas.

Sendo um homem negro, ele já enfrentou cenas de racismo ao lado dos filhos adotivos de outras etnias, mas uma delas é realmente bastante absurda.

Peter estava com Johnny, seu filho adotivo, em um restaurante, quando tudo aconteceu. Johnny, como qualquer criança de 7 anos, estava em um dia ruim e discutiu com um coleguinha na área de recreação do restaurante.

Para evitar que a situação se complicasse ainda mais, Peter teve que tirar o filho do local, mas foi surpreendido ao abrir a porta do carro para colocar o menino. Uma mulher se aproximou dele e disse: “Onde está a mãe desse menino?”, ao que Peter respondeu que era o seu pai.


Não satisfeita com sua repostas, ela parou na frente do carro do homem, olhou a placa e ligou para a polícia, dizendo que achava que um “homem negro” estava sequestrando um “garotinho branco”.

Johnny ficou quieto e olhou para o pai, que lhe disse que estava tudo bem. Peter já atraía muitos olhares quando saía com o filho loiro, por isso não se surpreendeu.

Alguns minutos depois, a polícia verificou que Peter era o guardião de Johnny e tudo foi esclarecido, embora o menino tenha ficado abalado com o episódio. O homem explicou a Johnny que esse tipo de coisa poderia ocorrer, uma vez que ele é negro e o filho, branco.


Em um episódio de racismo anterior, com outro filho adotivo, Peter disse que amava o filho, mas que outras pessoas parecidas com ele (referindo-se ao seu tom de pele), nem sempre eram bem tratadas. Ele acrescentou que não era para o filho sentir raiva dessas pessoas, mas sim tratar as pessoas parecidas com ele “com honra”.

Apesar da consciência e da maturidade de Peter ao lidar com essa questão e ensinar os filhos, é muito triste que esse tipo de coisa continue a acontecer. Família é família, independentemente de cor, e todas merecem respeito.

Você já passou por uma situação similar? Como lidou?

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