Comportamento

“Função de mãe não é ser amiguinha”: médica exclui perfil da filha com 2 milhões de seguidores e polemiza

Fernanda achou prudente excluir o perfil da filha com quase 2 milhões de seguidores porque, aos 14 anos, ela não deveria “basear suas referências de autoconhecimento em feedback virtual”.



Um dos processos de amadurecimento por que a maioria dos jovens passa é o enfrentamento dos pais, cumprindo uma das etapas naturais de aumento de hormônios da adolescência e autoafirmação. É nessa época que os filhos vão fazendo grupos de acordo com os gostos pessoais, começam a se interessar por relacionamentos amorosos e passam a questionar a forma como os pais agem.

O aumento e popularização das redes sociais, desde os anos 2000, tem mudado a forma como esses jovens buscam aceitação e o encontro com os iguais. Como a internet borra as fronteiras geográficas, a distância vira mero detalhe e, em meio a uma pandemia global, inúmeros adolescentes têm buscado refúgio na produção de conteúdo para seus perfis.

São várias as redes sociais disponíveis, mas o Instagram e o TikTok são as que mais têm agradado à nova geração, que encontra na produção de vídeos de curta duração o que precisava para distrair a mente e se divertir.


Segundo uma pesquisa da SensorTower, de 2020, o TikTok se tornou o aplicativo mais baixado, batendo a marca de 2 bilhões de downloads, sendo que, no Brasil, já se tornou uma das principais redes sociais, com 7 milhões de usuários.

Mas é um universo novo, onde os jovens criam conteúdos criativos, educativos ou simplesmente engraçados, com o apoio de recursos da própria plataforma, como alguns efeitos especiais. Cerca de 40% dos usuários têm entre 16 e 24 anos, e 90% do seus membros acessam a rede todos os dias, gastando, em média, uma hora nele.

No dia 5 de julho, a médica paulistana Fernanda Rocha Kanner viralizou uma publicação em seu perfil do Instagram quando justificou a ausência da filha nas redes sociais. Segundo ela, a menina de 14 anos, Nina Rios, tinha um perfil no TikTok com quase 2 milhões de seguidores, e já era considerada uma influencer, tendo até fã clube, segundo reportagem da revista Casa & Jardim.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferochakanner.


Na publicação com mais de 48 mil curtidas, Fernanda explica que excluiu as redes sociais da filha (Instagram e TikTok) e tinha recebido muitas mensagens dos seguidores da filha perguntando o que havia acontecido. A mãe diz que não acha saudável que adultos e adolescentes usem como referência de autoconhecimento o feedback virtual que recebem.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferochakanner.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferochakanner.

Fernanda continua comentando que o número de seguidores era apenas uma ilusão e que isso ia atrapalhar o processo de busca pela individualidade de Nina. Ela não queria que a filha crescesse achando que era aquele personagem e que isso é muito prejudicial para um adolescente.


A médica afirma que não deseja ver a filha “brilhante” sendo obrigada a dançar diariamente como “um babuíno treinado”. Além disso, outro ponto importante em que a mãe toca é a questão de não querer que Nina fique emocionada com os elogios que recebe nas redes sociais e muito menos com as críticas de quem nem sequer conhece.

Para Fernanda, a filha pode dar as caras sempre que quiser nas redes sociais, e se um dia tiver um conteúdo interessante para dividir, pode voltar a ter sua conta. A publicação não teve boa repercussão, principalmente entre os seguidores de Nina, que acharam o comportamento da mãe “controlador” e “abusivo”.

Ela voltou a se posicionar, desta vez sendo mais áspera, desejando que os pais lhes apresentassem “castigo” e “limite”, e que teve ainda mais certeza de estar fazendo o certo. Para ela, ser famoso nas redes sociais seria comparável a “ser rico no Banco Imobiliário”, e que a fama a qualquer preço é um sonho muito triste.


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