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Funcionária que foi demitida do banco por ajudar cliente pobre recebe ofertas de emprego

O altruísmo não foi bem-visto na empresa, que tinha regras explícitas de não interagir com os clientes dentro ou fora da agência bancária sobre assuntos que não eram relevantes ao atendimento.



Não é sempre que o altruísmo ou a generosidade são bem-vistos. Em muitos momentos, atos de bondade são confundidos com regras e normas, teorizados e colocados entre tantas cláusulas que se torna quase impossível ajudar alguém.

Muitas empresas exigem normas de conduta dos seus funcionários, impedindo-os de falar com os clientes sobre assuntos que não sejam relevantes ao atendimento.

Pode parecer loucura, mas isso acontece em muitos lugares, principalmente em países onde a cultura seja mais rígida, quando o assunto é interação dos indivíduos.


Emily James, uma funcionária que trabalhava na área de call center de uma agência bancária, optou por ajudar um cliente que passava por dificuldades, mas sua atitude não foi bem-vista pelos chefes, que a demitiram no exato momento em que souberam do ocorrido.

A véspera do Natal estava se aproximando e Emily recebeu a ligação de um homem chamado Eugenio, segundo reportagem do The Sun, que informou que seu último salário havia sido bloqueado pelo banco. Ele explicou que estava passando por sérios problemas financeiros e que aquele dinheiro o ajudaria a pagar as contas que tinha em aberto, além de comprar os presentes de Natal dos próprios filhos.

Emily tentou ajudá-lo, mas pouco conseguiu fazer pelo cliente, que ficou sem o dinheiro. No dia seguinte, ele foi à agência bancária, mas também não conseguiu fazer nada para receber o valor preso em sua conta.

Direitos autorais: reprodução YouTube/KGW News.


Eugenio dirigiu até um posto de gasolina, quando se deu conta de que não tinha nem um centavo sequer para abastecer o carro e voltar para casa. Em desespero, ele entrou em contato novamente com o banco, e foi atendido por Emily novamente.

Eugenio disse que precisava apenas de dinheiro para retornar para sua casa, e a funcionária, ao invés de se recusar a ajudá-lo, desligando imediatamente o telefone, a funcionária simplesmente pediu que ele esperasse onde estava. O posto ficava muito perto de onde Emily trabalhava, e ela tirou seu intervalo para ir até o local e lhe entregar R$ 100 do próprio bolso.

Desejando um feliz Natal ao pai de família que claramente enfrentava maus bocados com a burocracia, ela logo voltou ao escritório, sem mais nenhuma interação com o homem. Alguns dias depois, na véspera do Ano-Novo, seu chefe chamou-a para uma reunião, na qual explicou que ela seria demitida por manter “interação não autorizada com um cliente”.

Direitos autorais: reprodução YouTube/KGW News.


A funcionária se sentiu em maus lençóis e acreditou que não conseguiria mais outra vaga na área, já que estaria com aquela “mancha” no currículo. Mas a verdade é que assim que o caso chegou à mídia, muitas pessoas fizeram questão de apoiá-la e, em poucos dias, ela já tinha recebido centenas de propostas de emprego, dentre as quais a de uma cooperativa de crédito, a qual aceitou.

Mesmo que algumas medidas sejam criadas para evitar transtornos, o ato de Emily não deveria ter sido condenável a ponto de resultar na sua demissão. Sua generosidade ajudou um pai em completo desespero e deve ser encarada como algo benéfico, não uma afronta às empresas.

Para ajudar idoso com dificuldades a atravessar a rua, policiais param o trânsito e o carregam no colo!

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