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Funcionário de empresa de varrição de ruas morre na fila de espera para ser demitido, em Guarulhos

Funcionario de empresa de varricao de ruas morre na fila de espera para ser demitido
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Um funcionário da empresa ProGuaru – companhia pública de varrição de ruas que está sendo extinta em Guarulhos, na Grande São Paulo, morreu na manhã desta sexta-feira (10) enquanto esperava na fila para assinar a demissão.

A homologação dos ex-empregados da estatal municipal estava acontecendo no CEU Continental, no Parque Continental II. O homem começou a passar mal enquanto aguardava na fila, embaixo do sol forte que fazia na Grande SP na manhã desta sexta.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) da cidade que estava no local prestou os primeiros atendimentos e acionou o Serviço Médico de Urgência (SAMU).

Os paramédicos tentaram reanimar o homem, mas ele não resistiu e morreu no local.

homem

Direitos autorais: Reprodução.

Segundo funcionários que acompanharam o resgate, o homem tinha 70 anos e eram porteiro da ProGuaru. O corpo foi levado para a UPA Jardim Paulista, de acordo com os sindicalistas.

Ele foi identificado como José Benedito Pinto tinha 21 anos de empresa, era casado e tinha filhos.As informações são do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Guarulhos (STAP).

porteiro

Direitos autorais: Reprodução.

Extinção da Proguaru

Em agosto, o prefeito de Guarulho, Guti (PSD) anunciou a extinção da sociedade de economia mista, que é responsável pela limpeza de escolas do município. Desde então, os servidores fizeram uma série de protestos na cidade.

Durante esse tempo, 60% das escolas ficaram fechadas, apenas com o ensino à distância.

“O que o prefeito está fazendo não é só fechar uma empresa e tirar o serviço, ele está tirando um serviço social de muita importância para a cidade. O nosso pedido continua sendo a não extinção da Proguaru, a manutenção dos 4,5 mil postos de trabalho e a oportunidade da empresa mostrar que a empresa é viável”, pontuou Rogério de Oliveira, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap).

“A extinção da Proguaru, tramada na calada da noite em dezembro do ano passado, pelo prefeito que jurara manter a empresa, criou um clima de terror entre os empregados – mais de 4.6 mil, imensa maioria de operacionais (braçais), gente simples e pobre, salários de R$ 1.300,00/1.400,00. A tragédia que estava no ar desceu ao nível do chão e fulminou um trabalhador de 70 anos”, declarou o sindicato.

Segundo a Prefeitura de Guarulhos, a Proguaru dá prejuízo à cidade. No lugar dela, segundo a administração pública, empresas terceirizadas prestarão os serviços. O executivo municipal informou que oferece para os funcionários uma carta de recomendação, mas sem garantia de que essas empresas vão contratar os funcionários dispensados.

“Eu não faço nem ideia do que vou fazer. Muita insegurança. O motivo que eu entrei aqui foi a estabilidade, poder sustentar a minha família. Faz um ano que eu entrei e já me deparei com essa situação”, lamentou o auxiliar de serviços gerais Wallace Tomas que foi demitido e participou de um dos protestos.

Apesar do grande número de atos dos trabalhadores da empresa, a prefeitura da cidade disse que o encerramento da empresa é irreversível, que as licitações das novas empresas estão em andamento e que o contrato com a empresa responsável pelo controle de acessos deve acontecer ainda nesta sexta, com prioridade de contratação de funcionários da Proguaru e geração de 450 empregos diretos.

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