Comportamento

Funcionários de posto de saúde, que publicaram fotos com filtro de “jacaré”, recebem advertência

Funcionarios de posto de saude que publicaram fotos com filtro de jacare recebem advertencia

O caso repercutiu nas redes sociais. A prefeitura de Várzea Paulista se manifestou publicamente e disse não recomendar esse tipo de brincadeira.



Depois de receber a primeira dose da vacina contra covid-19, em Várzea Paulista (SP), 14 funcionários de uma unidade de saúde publicaram fotos com filtro de “jacaré”, em suas redes sociais. As imagens repercutiram, já que muitas pessoas tiraram prints e as passaram adiante.

Nas imagens, é possível ver os funcionários com o comprovante da vacinação em mãos, mas com o corpo verde e o rosto em forma de jacaré, efeito proporcionado pelo filtro.

Como as imagens foram replicadas, o caso tomou grandes proporções. A prefeitura se manifestou, segundo reportagem do G1, e informou que orientou todos os profissionais envolvidos na polêmica sobre a situação, e eles retiraram as imagens do ar.


A assessoria da prefeitura disse ainda que não aconselha esse tipo de brincadeira, que a diretoria da Unidade Gestora de Saúde tomou as providências cabíveis e que isso não voltará a se repetir. A assessoria ainda ressaltou que não tira o mérito da equipe, que tem realizado um ótimo trabalho, enfrentando o coronavírus, na linha de frente da unidade de saúde, mas que a brincadeira não poderia ter sido feita em horário de expediente.

De acordo com a equipe de assessoria da prefeitura, se esses trabalhadores se manifestassem em seus perfis particulares fora do horário de trabalho, provavelmente não haveria problema algum.

A vacinação da equipe da unidade de saúde de Várzea Paulista se encerrou no dia 25, agora esses profissionais precisam esperar a segunda dose da vacina, que possivelmente será disponibilizada daqui a alguns meses.

O caso dos funcionários em filtro de “jacaré” repercutiu, porque envolve uma polêmica atual. Em dezembro de 2020, durante um evento na Bahia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez alguns comentários sobre a vacina produzida pela Pfizer, farmacêutica norte-americana.


No contrato disponibilizado pela Pfizer, constaria um aviso de que a fabricante não se responsabiliza por nenhum efeito colateral que os pacientes eventualmente a sentir. O presidente, durante o evento, reiterou esse aviso e disse que a Pfizer não se responsabiliza, “caso as pessoas virem um jacaré, caso nasça barba no rosto das mulheres, caso os homens passem a falar fino ou caso alguém vire o super-homem”.

A manifestação dos funcionários da unidade de saúde de Várzea Paulista foi encarada como ironia à fala do atual presidente, que vem se manifestando publicamente, desde o ano passado, contra a imunização em massa, defendendo exclusivamente que todos peguem o vírus e a população se imunize fortalecendo o próprio sistema imunológico, sem o uso da vacina.

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