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Gabriel Sater homenageia o pai, Almir Sater, ao herdar papel icônico: “Meu ídolo, mestre e inspiração”

Foto: Reprodução
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Em 1990, na primeira versão de “Pantanal”, o peão e violeiro Trindade, que apareceu misteriosamente na fazendo de José Leôncio, foi interpretado por Almir Sater.

Agora, na versão de Bruno Luperi, o artista volta a integrar o elenco, mas dessa vez, como o chalaneiro Eugênio.

E 32 anos depois, o artista passa o bastão do Trindade para uma pessoa bastante especial:Gabriel Sater, filho de Almir.

Para viver o personagem que marcou a carreira do seu pai, Gabriel fez um teste e guardou esse segredo a sete chaves: “Quando surgiu o teste para mim, nem contei para meu pai. Eu não queria deixá-lo chateado, caso eu não passasse. Me dediquei muito, foi em novembro de 2020. Só fui contar para o meu pai meses depois. Quando passei, foi aniversário de falecimento do meu avô, pai do meu pai, em fevereiro de 2021. Nunca vou me esquecer porque foi o personagem que eu mais quis.”

Almir Sater a epoca de Pantanal em 1990 quando viveu Trindade Reproducao 1

Almir Sater como o Trindade, na primeira versão de “Pantanal”, em 1990 — Direitos autorais: Reprodução/TV Globo

A grande notícia

Gabriel fala da emoção que sentiu ao receber o papel que foi de Almir, e faz questão de mostrar o quanto é fã da carreira do seu pai:

“Você pode imaginar, sou filho do meu pai, um grande ídolo pra mim, meu grande mestre, minha grande inspiração quanto artista, como músico, quanto pessoa. Cresci assistindo a sua obra e acompanhando seus shows.”

Eugênio

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Almir Sater em uma cena de “Pantanal”, ao lado de Enrique Diaz — Direitos autorais: Reprodução/TV Globo

Almir Sater conta que estava no Pantanal, quando recebeu a visita do próprio autor da novela, Bruno Luperi. Quando o convite foi feito, o violeiro conta que não aceitou de imediato, mas, para a nossa alegria, ele acabou abraçando a ideia de voltar a fazer parte do elenco da história criada por Benedito Ruy Barbosa:

“No começo, fiquei na dúvida. Mas como estamos vivendo uma pandemia e os shows todos parados, e era novela musical, comecei a me coçar um pouco. Bruno (Luperi) falou que ia achar um papel e eu falei que queria gravar alguma coisa que pudesse ser só no Pantanal, tipo um chalaneiro. No começo, ele não gostou muito da ideia, mas depois do quarto encontro ele aceitou melhor. (…) É um grande papel. Ele escreve bonito, puxou bem ao avô dele.”

De pai para filho

Almir Sater diz no podcast que não deu pitaco no trabalho do filho para interpretar o peão, mas Gabriel discorda do pai e conta como foi o seu processo de construção para o personagem:

“O Trindade é um personagem muito maravilhoso, muito complexo, muito rico, desafiador, tive que evoluir como nunca na viola de dez cordas, instrumento que meu pai é um grande mestre. Ele falou que não deu muito pitaco, mas ele me ajudou demais. Antes mesmo da preparação eu já vinha colhendo informações com ele, estudando mais viola… E ele é um pantaneiro legítimo, então, ficar do lado dele, passar o dia com ele… Aprendi demais! Eu ficava com o caderninho do lado e ele ficava me olhando, mas é que era muita informação.”

No podcast, Gabriel também conta que chegou a fazer uma pequena participação na primeira versão de Pantanal , fala do legado que o seu pai deixou na sua vida e narra susto com onça na fazenda do violeiro. E mais: Almir relembra quando se mudou para o Pantanal e elogia a carreira artística do filho.

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