Notícias

Brasileiro chega no topo do Everest pela segunda vez e protesta contra Bolsonaro

Foto: Instagram
gabriel tarso

Na publicação do Instagram, Gabriel Tarso ainda escreveu: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

A primeira vez em que seres humanos conquistaram o topo do mundo foi no dia 29 de maio de 1953, transformando a escalada e o montanhismo de uma vez por todas. Com 8.848 metros, o Monte Everest é considerado o ponto mais alto do mundo em relação ao nível do mar, o que mostra o grau de dificuldade que todos aqueles que se desafiaram à escalada enfrentaram.

Pela segunda vez, o fotógrafo e filmmaker brasileiro Gabriel Tarso conquistou o cume do Everest, e compartilhou a foto do momento em suas redes sociais. Com uma faixa escrito “Fora Bolsonaro”, o alpinista protestou contra o atual governo, e fez um apelo para que os eleitores brasileiros se comprometam com o país em outubro.

Dessa vez, dedico esse segundo cume àqueles que nunca se calaram nos últimos 4 anos, mas especialmente àqueles que silenciaram suas vozes. Àqueles que, assim como eu, aprenderam da forma mais amarga que todo silêncio tem seu preço”, disse Gabriel em sua publicação, chamando a atenção dos brasileiros.

Esse segundo cume é para todos que têm uma segunda chance para fazer diferente em outubro e gritar por um Brasil melhor, pra que a gente possa voltar a sentir orgulho do verde e amarelo, seja nas ruas de uma cidade do interior ou no ponto mais alto do planeta”, finalizou o alpinista. Com o intuito expresso de falar sobre política e sobre a corrida eleitoral, muitos usuários aplaudiram seu feito e o parabenizaram pela coragem de falar abertamente sobre a possível retirada de Jair Bolsonaro (PL) da presidência da República.

Screenshot 9 1

Direitos autorais: Reprodução/Instagram

Os Sete Cumes

Junto com o fotógrafo, outros quatro brasileiros realizaram a façanha de conquistar o cume do Everest: Joel Kriger, Ludmila Lucas e Gabriel Bassanesi. O monte já foi escalado mais de 10 mil vezes, e ao todo, 311 pessoas morreram no caminho, de acordo com o banco de dados do Himalaia. Ele possui duas rotas principais, uma que fica do lado do Nepal, a sudeste, e a outra no Tibete, a norte.

2 Brasileiro chega no topo do Everest pela segunda vez e protesta contra Bolsonaro

Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @gtarso_

Alpinistas amadores e experientes se dividem no árduo desafio de conquistar o “topo do mundo”, e apesar da montanha não apresentar desafios no trajeto, existem muitos perigos que as pessoas expostas às grandes altitudes podem sofrer. Condições climáticas e meteorológicas estão entre os principais riscos, como avalanche, fortes ventos e temperaturas abaixo de zero. Além disso, outro grande fator é o chamado “mal da montanha”, sintomas que as pessoas desenvolvem em grandes altitudes, devido à escassez de oxigênio.

O Monte Everest faz parte dos Sete Cumes, as montanhas mais altas de cada continente, integrando a Ásia na lista. Os outros são Aconcágua, na Cordilheira dos Andes (América do Sul); Denali, na Cordilheira do Alasca (América do Norte); Kilimanjaro, na África; Monte Elbrus, na Cordilheira do Cáucaso (Europa); Monte Vinson, na Cordilheira Sentinel (Antártica); Puncak Jaya, na Cordilheira Sudirman (Australásia); e o Monte Kosciuszko, na Cordilheira Australiana (Austrália).

Para os alpinistas, conseguir fazer os sete cumes é um grande sonho, e o primeiro a realizar essa façanha foi o estadunidense Richard Bass, em 1985, inclusive sendo o criador da lista dos picos.

Existem algumas variações de quais seriam as montanhas mais altas do mundo, e cada grupo escolhe analisar a premissa sob uma ótica diferente, podendo-se agrupar as montanhas em relação à sua altitude em relação ao nível do mar, ou em relação à sua base. Além disso, existem os que separam os continentes a partir das placas tectônicas, ou aqueles que encaram a divisão geográfica tradicional como ponto de partida.