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Gaúcha faz FIV e engravida do marido que morreu de covid. “Pedacinho dele”

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Depois da perda do marido, a mulher encontrou uma maneira especial de realizar o sonho do casal de ter um filho.

Para muitos casais, os filhos são um sonho muito planejado. Os herdeiros do amor e da força da família são idealizados primeiro na mente e no coração dos pais e, depois de algum tempo, quando os casais já estão devidamente preparados para a grande missão de cuidar de uma criança, tornam-se uma realidade.

No entanto, entre os sonhos dos pais e a chegada das crianças, existe o agir da vida, que nem sempre segue o nosso roteiro, e pode acabar por nos apresentar surpresas — nem sempre boas — pelo caminho.

O casal Marcelo e Eliziane, do Rio Grande do Sul, passou por uma grande mudança em suas vidas. Conforme contado em entrevista ao portal GZH, a meta dos dois era oficializar o matrimônio, que existe desde 2014, e ter vários filhos com quem dividir amor e felicidade.

Porém, em 2018, Marcelo Lautenschlager Sanches, que era funcionário público, foi diagnosticado com um câncer na medula, em 2018, o que deu uma pausa no sonho da gravidez, já que a medicação que tomava, Talidomida, poderia causar malformação do feto.

Apesar disso, antes da quimioterapia, ele e a mulher resolveram congelar o esperma para aumentar as chances de uma gestação no futuro.

Marcelo realizou um transplante de medula em 2019, mas o câncer voltou a se manifestar alguns meses depois. Em 2020, com a pandemia de covid estourada, as coisas passaram a ser ainda mais complicadas para o homem, já que a realidade do país fez com que algumas de suas consultas fossem canceladas, além dos atendimentos eletivos terem sido suspensos.

Todo o tempo longe do acompanhamento médico acabou por complicar a situação de saúde de Marcelo que, em uma das internações no ano passado, acabou por contrair covid-19, ficando entubado por dez dias.

Infelizmente, assim como mais de 600 mil brasileiros, ele não resistiu à doença e faleceu por complicações em agosto de 2020, aos 47 anos.

Como é possível imaginar, a notícia foi muito complicada para Eliziane, que viu o seu parceiro de vida, com quem tinha tantos planos, partir, sem muitos deles ainda terem vivido. No entanto, em meio à dor e à saudade, ela encontrou uma maneira de recomeçar.

A gerente de negócios de Pelotas resolveu realizar o sonho da maternidade com o esposo, mesmo após sua partida, usando a “sementinha” que eles plantaram juntos em 2018, o esperma congelado.

Quase quatro meses após a morte de Marcelo, em dezembro de 2020, ela procurou a clínica, submeteu-se à fertilização in vitro (FIV) e conseguiu engravidar com apenas um embrião.

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Direitos autorais: Arquivo pessoal.

O nome planejado para o menino, que será uma prova de todo o amor e união do casal, foi Davi. No entanto, Eliziane fez uma adaptação em virtude de tudo que viveu no último ano, para que o nome do filho seja uma definição do recomeço da família: Ravi, que no idioma hindu significa “Deus sol” ou “luz”, segundo a mulher.

A perda dos nossos companheiros românticos nunca é uma realidade fácil de ser absorvida e aceita, especialmente quando ainda somos jovens e temos muitos sonhos a realizar ao lado de nossos amados.

Especialmente de 2020 para cá, muitos casais apaixonados experimentaram um ponto-final forçado em sua história por conta da covid, que levou muitas vidas. O recomeço pode ser dolorido e exigir uma força muito grande de nossa parte.

Eliziane mostrou ser uma mulher resiliente ao dar sequência ao sonho do casal de ter um filho e de encontrar espaço para esse amor tão puro num momento de tantas dificuldades. Desejamos muita felicidade a ela e à criança.

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