Pessoas inspiradoras

Gaúcho que perdeu os pais para o câncer cruzou o país para doar medula óssea e salvar uma vida

O homem honrou a memória dos pais por meio de uma atitude poderosa de generosidade!



A doação de medula óssea é um gesto voluntário com consequências poderosas. De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), essa doação é muito importante para o tratamento de pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como as leucemias, aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita.

As pessoas que atendem aos critérios para serem doadoras de medula (ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue ou histórico de doença neoplástica, hematológica ou autoimune) devem se cadastrar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e esperar um possível contato, caso haja compatibilidade com algum paciente.

Segundo o Redome, em 2020, havia cerca de 5.199.915 doadores cadastrados no Brasil para 850 pacientes necessitados do transplante. Muitos desses voluntários são motivados a fazer o bem para a comunidade e exercitar a empatia e o cuidado com o próximo.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@raudibert.

Entretanto, para outros, as razões são mais profundas, esse foi o caso de Rafael Audibert, um gaúcho que, em 2019, fez uma doação que pode salvar uma vida. Conforme contado em matéria da UOL, foram 10 anos cadastrado no Redome até que ele recebesse uma ligação informando que poderia fazer a doação. O receptor da sua medula vivia em Rio Grande do Norte, a uma distância de quase 4.000 km.

Após duas baterias de exames, Audibert conseguiu doar para uma mulher. Ele contou que a equipe médica o deixou bem à vontade e que também lhe explicou que poderia desistir da doação, mas que nem pensou nessa possibilidade, isso porque o que o levou a ser um doador de medula foram experiências muito marcantes na sua vida pessoal.

Audibert perdeu o pai e a mãe para o câncer, e acompanhou a luta de ambos contra a doença, com quimioterapia e radioterapia por muito tempo, o que o deixou bastante sensibilizado e o fez se comprometer a apoiar as pessoas que passavam pela mesma situação. Então se inscreveu em uma campanha em sua cidade para ajudar um paciente com leucemia.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Rafael Audibert.

Quando ficou sabendo que ele era 100% compatível com o paciente, sentiu-se recompensado e esperava que a sua medula se expandisse e crescesse no receptor, contou ele. Uma atitude linda e muito significativa. Que mais pessoas possam se unir ao time dos doadores!

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