Gostaria de entrar para tomar uma xícara de café?

Recebi uma mensagem inbox no Facebook de uma menina muito especial, indignada que seu melhor amigo estava apaixonado, cego, enamorado (…) e havia esquecido a sua existência. Ela disse que a namorada do garoto não o deixa falar com ela, e o quanto isso a magoava TODOS OS DIAS, ao ver que a indiferença era a resposta para suas mensagens e telefonemas. Questionei quanto tempo fazia isso, afinal de contas, início de namoro é sempre assim, né? A gente dá aquela sumidinha básica. Ah vai, quem nunca? Ela respondeu: TRÊS ANOS! Na hora, só consegui expressar um: “e você ainda insiste, menina”?



Ainda bato na tecla da reciprocidade, mas nos últimos tempos descobri um termo que tem feito mais sentido pra mim: “disponibilidade”. Sim, o recíproco é importante, ainda que a gente saiba que as pessoas dão aquilo que podem (ou querem) no momento. E se não dão o que a gente espera delas, problema é nosso que criamos expectativas erradas. Aliás, corta o “erradas” fora e recoloque o ponto depois de “expectativas”. Fica assim: problema nosso que criamos expectativas.

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Sobre a reciprocidade, mesmo que a esteja percebendo de uma forma diferente atualmente, ainda penso que todo relacionamento é como se fosse um intercâmbio. Veja bem, intercâmbio e não escambo. Ok? Te dou meu amor e afeto, mas o que eu recebo de você? Indiferença? Se a resposta for sim, é preciso parar imediatamente, pois tem algo errado nessa relação.


No entanto, a disponibilidade é muito mais eficiente, muito embora, claro, tenha alguma relação com a reciprocidade. Mas, estar disponível ao outro é regra básica para que qualquer ligação se transforme em um laço de carinho que perdure. Disponibilidade, que palavra linda! Muito da minha surpresa nos últimos tempos vem dela, pois percebi que “estar disponível” é muito diferente de tudo o que eu esperava dos meus afetos.

Como assim? É simples! Estou disponível para você, pois sua presença me faz feliz, pois sinto saudade, pois creio que regar nossa plantinha por WhatsApp não vai fazer ela crescer como deveria. Antes achava que sim. Hoje sei que é preciso estar perto, ser presente, conciso. É necessário tocar, abraçar, beijar, fazer carinho. É urgente gargalhar, olhar no fundo do olho agradecido pela disponibilidade das duas pessoas em doar seu tempo, seu afeto, seu amor.

A diferença básica entre reciprocidade e disponibilidade é que a primeira engana muito, mas a segunda é um tapa na cara. Hein? Como assim? Quando você doa, doa, doa, doa e não recebe nada, a entrega continua por muito tempo até que você pare, se dê conta e questione: peraí, que relação é essa? Em contraponto, a disponibilidade é um soco no estômago, pois você percebe em pouquíssimo tempo que o outro não está disponível. E vou além: ele não tem culpa disso. Ninguém tem. Ele apenas não está disponível e pronto. E ponto. E tem outra coisa, a gente só vê a diferença depois de dar mais valor à disponibilidade do que à reciprocidade. Faça esse exercício.


Agora, neste exato momento, deixa para lá tudo o que está fazendo e faz um esquema comigo. Esquece esse papinho chato de: “não gosto da namorada do meu amigo, pois ela não permite que ele me veja. Para, chega disso. Ninguém trancafia ninguém, amiga. Aposto contigo que ele não está amarrado ao pé da cama. E se estiver: 190 urgente! Polícia! Pensa maior, pensa em disponibilidade.

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Li um depoimento esses dias que dizia: “descobri que o meu problema é estar disponível demais, então, fica fácil me ter por perto e isso não valoriza a minha presença”. Acho que não é por aí. Precisamos estar disponíveis, sim! É uma delícia estar disponível, vai, confessa que é! A questão é que, por vezes, nos disponibilizamos mais aos outros do que a nós mesmos, aí sim, temos um problema!

A moral da história é uma só: deixe seu amor disponível a quem também está disponível para você. Cuidado, não seja impulsivo, pois as pessoas podem não estar ali no momento em que você deseja e não é por que não gostariam de estar, e sim porque o tempo curto castiga vez ou outra. Saiba diferenciar o “não posso” do eu “não quero” – fantasiado de “não posso”. Quando a gente pega o jeito de fazer essa análise e alia isso à tal dose de amor próprio, nem raiva sentimos mais. Aliás, a raiva é um sentimento horrível, se senti-la troque imediatamente por uma emoção boa. Ou ela vai consumir você internamente, devagarzinho.

Então, dedico esse post à menina que gentilmente dividiu sua sensibilidade comigo e espero que eu tenha feito alguma diferença para ela e para quem está passando pela mesma questão. A palavra de ordem é sempre a mesma: AMOR PRÓPRIO.

É aí que aprendemos que disponibilidade é tão simples como uma xícara de café com bolo de fubá, na tarde de um sábado ensolarado, onde você e seu amigo poderiam estar em qualquer outro lugar no mundo, mas optaram por estar juntos.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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