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A grande questão nunca é a dor, ela sempre virá, mas sim o que vamos fazer com ela.

Diz o ditado popular que o tempo cura tudo… Eu discordo. O tempo não cura! Transforma a dor em doença, em resistências, em outros problemas…



Dor não curada, dói apenas de forma diferente e vai doer ainda por muito tempo.

É como um rio, que tem seu curso desviado para uma represa, que se não controlada, acaba por estourar e aí, grandes desastres acontecem.

Dor é foi feita para ser vivida, para ser sentida, para ser olhada e, principalmente, para ser aprendida.


Não conheço ninguém que tenha ousado levar a dor como amiga, que não tenha saído dela transformado.

A vida é assim, volta e meia o destino ousa nos apresentar uma forma diferente de nos causar dor, volta e meia ele vem e tira nosso tapete. E acredite, não há crença, religião, etnia, classe social, intelectualidade que impeça o sofrimento de bater à porta.

A dor de uns, é sempre diferente da dor de outros. Temos dores parecidas sim, mas cada um tem a sua. Afinal de contas, assim como nossas impressões digitais somos seres irrepetíveis, e se irrepetíveis somos, de que forma nosso sentir poderia ser igual?!

A grande questão é que julgamos: Julgamos a dor do outro como coisa pequena, Julgamos a nossa dor. Julgamos. E quanto mais julgamos, mais longe da cura estamos.


Quando julgamos o outro, a vida dá um jeito de nos fazer sentir para percebermos o quão doido é aquilo que nos parecia insignificante. Quando julgamos nossa dor, colocamo-la como vilã, ela então ao nosso lado fica só para nos mostrar que ela não é tão má assim, ela apenas está cumprindo seu papel.

O lobo será sempre mal, se apenas ouvirmos a Chapeuzinho Vermelho. Mas, pergunto: O que a Chapeuzinho andava fazendo sozinha e falando com estranhos? Não estaria o lobo apenas tentando saciar uma necessidade básica sua chamada fome?

Precisamos quebrar paradigmas, entender que uma dor que vem, vem apenas para nos tirar da nossa inércia, da nossa zona de conforto (ainda que esta não seja tão confortável assim). Tudo aquilo que nos incomoda, deve ser olhado, olhado de perto para que assim seja sentido com tanta força que não precise sentir mais, olhado de longe para que entendamos que está se passando pela dor, mas, não somos ela, ela não nos faz, e logo ali mais a frente está o sol, que brilha após aquele dia nublado.

A grande questão nunca é a dor, ela sempre virá, mas sim o que vamos fazer com ela. O sentido que a ela damos, pergunte a uma mãe se ela se arrepende das dores causadas pelo parto quando em seu colo tem aquele que é uma parte sua. Ela vai dizer com toda serenidade do mundo, que doeu sim, doeu muito, mas a dor nem se compara ao amor e felicidade de ter seu bebê em seus braços.


Negar ou se entregar à dor não vale a pena.

É preciso sentir, encontrar a resposta da pergunta que ela nos faz : O que você precisa aprender? No que você precisa melhorar?

E, assim, seguir, aprendendo, vivendo, crescendo.


Como o altruísmo é capaz de mudar a vida de uma pessoa?

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