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Gratidão é a energia do meu coração!

Gratidão à principal luz que habita em mim, minha inconsciência, pois ela me mostrou o que eu precisava e me deu um norte, que habita somente dentro de nós duas…

Você quer se dar um presente que vai te trazer todos os outros presentes do mundo?


Dê a si de presente o autoconhecimento, pois você fica linda com ele!!!

Eu gostaria de ter escrito tudo isto, enquanto eu estava a caminho de casa, saindo do meu consultório, com o sol batendo nas lentes do meu óculos e enquanto meu trajeto era guiado pela música: – “Nunca olhei pros lados, pra não perder a direção… Deixa o sol bater na cara, que aí o desgosto se vai”…

Notei que as pessoas me olhavam  de longe e só percebi que eu tinha um sorriso estampado no rosto quando dediquei dois segundos para entender porque todos me observavam… Eu estava divagando internamente, com as inúmeras perguntas que meus amigos, pacientes e familiares me fizeram ao longo destes 3 meses que se passaram:


-Paula, o que tu foi aprender Neste Retiro Interior, LÁ em Porto Alegre?

Não sei o que fui aprender, acho que fui DESAPRENDER, só sei o que senti e o que senti me fez ver que eu não estou perdida como eu acreditava… As vivências de voltar para dentro de mim me mostraram que tudo, absolutamente tudo, está dentro de mim, assim como as respostas, o que quero e as pessoas que estou disposta a deixar entrar em minha vida. Que sou um reflexo de tudo que há na minha vida, aqui fora. Que tudo que eu quiser, está dentro de mim e posso alcançar isto na hora que realmente desejar.

Descobri que todas as certezas que eu protegia, não precisavam ser defendidas e que perder-me pelo caminho, é a maior aventura que eu poderia vivenciar. E eu me perdi neste percurso de crer que eu deveria ter sempre certeza de tudo, porque somente quando eu parasse de controlar tudo e todos, eu poderia encontrar a rota dentro de mim… E foi o que me permiti nesta jornada, rodeada de pessoas maravilhosas que aprendi a observar e admirar.


Por toda uma vida eu acreditei que eu era a filha, a neta, a mãe, a esposa, a profissional, a amiga, a confidente, aquela que sempre faltava alguma coisa…

Eu exigi de mim uma perfeição incalculável para suprir as expectativas de todos e as exigências da minha própria rigidez comigo mesma… E eu consegui, eu dei o melhor que havia em mim em todas estas identidades… E as pessoas do meu convívio me mostram que eu superei suas expectativas.

– Minha mãe me perguntou o que eu tinha aprendido com a decisão “estranha” de gastar meu dinheiro em “viagens interiores” e ficou ali, esperando uma resposta. Eu comecei a rir e desabafei:

– Mãe, eu descobri que tudo que eu me forçava a querer, eu não quero. Tudo que planejei e me forcei a ter foco, não é o que desejo, e me sinto feliz por me permitir esta identidade, uma identidade que não me exige nada, que não quer controlar, que não deseja manter expectativas. Eu só quero viver, cada dia comigo, quero andar na rua, como hoje, e sorrir de contentamento, porque eu me basto e tudo que preciso pode ser acessado dentro de mim, um pouco a cada necessidade da minha trajetória. Nada, absolutamente nada está fora de mim.

– Mas e o príncipe encantado? (foi a pergunta humilde e direta de minha mãe, nós, mulheres, ainda temos de conviver com este tipo de abordagem e no fundo, ainda mantemos a crença de que a completude está em encontrar o outro…)

-Eu não quero nada disso mãe, não agora, não quero casinha, não desejo uma relação, nem filhinhos, nem minha área de trabalho, nem ser quem eu fui uma vida toda… Eu quero, nesta etapa da minha vida, fechar a porta da minha casa, saber que criei um filho maravilhoso e centrado e cair no mundo, sem hora ou dia para voltar… Quero deitar na minha cama, de consciência serena, sem compromissos que não desejo, sem expectativas alheias me roubando o sono  e somente estar inteira comigo mesma… Eu quero usufruir do meu financeiro e de minhas capacidades e voar, ter a vida que eu não me dei, ser a mulher que eu não conhecia e que o tempo todo estava em mim, esperando que eu mesma me desse a oportunidade dela se mostrar e me contar tudo isto, com um enorme e sereno sorriso estampado na face, que todos estão vendo.

Pela primeira vez na minha vida, eu vi minha mãe sorrir de um desabafo meu, vi brilho nos olhos dela e a aprovação estampada na linguagem corporal dela…

O que eu fui buscar no mergulho dentro de mim, foi uma desestrutura nos meus padrões internos de crenças limitantes como Mulher, uma ferramenta interna que me auxiliasse a ver o que realmente existe na minha estrutura. Fui de coração aberto, vencendo pânicos, crenças limitantes, medos absurdos, deixando meu mundinho controlado para trás e me permitindo acessar meus recursos internos, os verdadeiros, pois até então, eu usava os modelos que fui ensinada, ou, as tentativas internas de me ajudar, sem saber, exatamente como fazer isto.

Aprendi que eu tenho um mapa mental e que funciono de uma forma que pode ser modificada sem um uso desnecessário de tempo, o que me leva a um patamar de bem estar que não encontrei em muitos anos de minha vida.

O mergulho no autoconhecimento de ficar sozinha comigo me mostrou um novo caminho, o mais importante, o caminho interno, onde eu posso me posicionar sem me sentir culpada, onde eu posso escolher o que me faz voar, sem que isto limite minha relação com os outros. Descobri que sou livre… Meus Deus, eu sou livre para fazer as escolhas que desejar e com estas escolhas, diminuir o grau de autocobrança excessivo, que todos nós carregamos ao longo de todas as nossas identidades.

Descobri que não existem pessoas, acontecimentos, locais que me prendam, pois descobri que a única que gera tudo isso, é minha crença interna… E ela deixou de existir no dia em que escutei a minha mente dizendo para meu medo que estava tudo bem ficar um tempo sozinha comigo… Eu estava no local certo, com a pessoa certa… No momento certo!

Eu sei que para cada um esta experiência vai ser diferente, pois cada um vive em um território e possui um mapa mental diferenciado (me divirto com esta descoberta, pois eu não sou as crenças inconscientes da minha mãe, os comportamentos repetitivos do meu pai, os costumes programados da genética dos meus ancestrais, eu não sou as dores e insucessos inconscientes incutidos em minha memória coletiva)… Mas a minha experiência foi essa e sei, ainda vai expandir – se imensamente daqui para frente, pois pretendo usar as ferramentas concedidas a mim, através das longas conversas sinceras que tive comigo mesma, para o resto da minha jornada, aperfeiçoando cada vez mais minha identidade verdadeira, a identidade que nunca me permiti tempo para conhecer.

Agora, não há mais desculpas, eu já tive sucesso em todos os outros papéis exercidos, agora é tempo de ser quem eu sou, Mulher, bem resolvida com o que quero e o que não quero. Sem o “pré – conceito” de me forçar a encaixar nos parâmetros do que a sociedade, família, minha rigidez e ignorância de autoconhecimento deseja para mim. Estou livre dos rótulos que eu acreditava ter de manter. Minha nova identidade não tem uma estrada metódica e extremamente estipulada, como tudo que fiz até hoje, ela está vazia… E só vai existir quando eu começar a caminhar por ela… E não há nada mais libertador do que poder caminhar por uma estrada que não tem uma programação, uma lei a ser seguida, expectativas me acompanhando e me aguardando ao final…

Só vejo luz nesta estrada, mais nada, e luz é tudo que me basta, é tudo que eu sempre busquei… E na minha crença interna, no meu mapa mental, luz sempre me guiou, mesmo quando eu não a via… O resto, bem, o resto vai surgir conforme eu for fazendo novas escolhas, tendo e proporcionando – me, novas oportunidades de viver coisas diferentes e que nunca tive a coragem de enfrentar e admitir que eu desejava, mais do que tudo que traçaram para mim.

Gratidão é a energia do meu coração, gratidão a todos que propiciaram que eu me sentisse dessa forma e que me mostraram que eu posso seguir o caminho que eu desejar, mesmo que nem todos concordem com isto…

E principalmente grata ao Universo que me mostrou na prática, que eu posso escolher tudo que me faz sentir bem, sem precisar me culpar por isto e pelos posicionamentos que preciso e precisarei manter para ser quem eu sou, sem perder minha real identidade.

Gratidão à principal luz que habita em mim, minha inconsciência, pois ela me mostrou o que eu precisava e me deu um norte, que habita somente dentro de nós duas…

A coragem de sermos livres e continuarmos sendo doces com tudo e com todos, pois sermos firmes conosco ou com ideias alheias que tentam nos aprisionar, não necessita posicionamentos de nossa parte que machuquem os demais lá fora…





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