Comportamento

Grávida de gêmeos, jovem deixa hospital com apenas um bebê e ninguém sabe o paradeiro do outro

A adolescente está em busca de notícias da criança há dois anos. Exames pré-natais confirmam o batimento cardíaco de dois bebês, mas apenas um foi entregue à família!



Há dois anos, uma adolescente de 15 anos deu entrada no Hospital Memorial Guararapes, em Pernambuco, para dar à luz os gêmeos Lucas e Luan. Os exames pré-natais mostravam que existiam dois meninos em sua barriga, dois batimentos cardíacos diferentes dentro de seu corpo, além do seu próprio. Mas a jovem, que preferiu se manter anônima, sendo chamada apenas de L., saiu da maternidade com apenas uma criança e sem nenhuma informação do paradeiro da segunda.

Em reportagem especial do El País, L. relatou que ouviu na sala de parto que a segunda criança nunca existiu e que ela era fruto de sucessivos erros médicos, que só foram constatados naquele momento. Porém, ela não acredita que seu filho Luan tenha sido um erro, principalmente porque tem os ultrassons que mostram sua gestação gemelar.

A Polícia Civil e o Ministério Público de Pernambuco estão investigando o caso, e o jornal El País teve acesso exclusivo ao processo, que corre em segredo de justiça, além do relatório da investigação policial, encerrado dia 3 de fevereiro de 2021.


A delegada Vilaneida Aguiar conclui que não é possível comprovar que a adolescente estava grávida de duas crianças. Essa conclusão se baseia no depoimento de 14 pessoas que estavam na sala de parto no momento do nascimento.

Porém a delegada enviou a gravação do ultrassom que L. realizou no sétimo mês de gravidez ao Instituto de Medicina-Legal (IML), e a conclusão do perito é que existiam dois fetos em “avançado estado de gestação”. A polícia não conseguiu confirmar a gestação gemelar, enquanto isso, a jovem L. segue sem nenhuma explicação do que aconteceu com seu filho.

O casal humilde precisou de muito esforço e ajuda para conseguir comprar o enxoval dos gêmeos, Jefferson Santos, de 22 anos, revela que precisou trabalhar duro, além de pegar dois empréstimos para pagar as roupas e os móveis. A jovem se lembra que, no momento do parto, encontrou uma sala cheia de pessoas, algo que não havia sido informado com antecedência, e sua mãe explica que quando foi autorizada a entrar na sala de parto, a cirurgia já havia começado.


Daniela, avó dos gêmeos, disse que o nascimento de Lucas foi muito rápido, demorou apenas o tempo de segurar a mão da filha. Então elas foram informadas que a equipe ia puxar Luan, mas o menino não apareceu. A médica Juliana Souto, nesse momento, falou que era muito bom que a avó estivesse presente, assim ela mesma veria que tinha apenas um bebê.

No momento em que tudo aconteceu, a médica pediu que ninguém entrasse ou saísse da sala até que L. compreendesse o que estava acontecendo. A médica seguiu procurando o bebê na cavidade abdominal até que a coordenadora do hospital, Dra. Helaine, aparecesse, foi ela quem mandou a médica fechar o útero. Então a avó saiu junto com o primeiro bebê e passou cerca de 30 minutos longe da filha, momento em que as duas acreditam que o outro bebê foi retirado.

Todos os profissionais entrevistados disseram que nunca viram um caso de gravidez gemelar confirmada por ultrassonografia ser falsa no momento do parto.


Além disso, alguns estudantes de medicina, que acompanhavam o parto, disseram que foram abordados pela equipe, que lhes pediu que confirmassem que a Dra. Helaine estava o tempo todo na sala de parto, quando fossem dar seus depoimentos à polícia.

A Dra. Helaine afirmou que tem uma reputação a zelar, que seu nome está feito e não teria motivos para “roubar uma criança”. Mas a equipe de jornalistas apurou que, no mesmo hospital onde L. deu à luz, a polícia já prendeu duas suspeitas de tentar vender uma criança para o tráfico de órgãos. Enquanto isso, a família segue aguardando, sem concordar com o fato de ninguém ser indiciado até o momento.

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