Comportamento

Grávida e com câncer terminal, mulher escolhe amputar a perna para salvar a vida do bebê

Kathleen estava grávida pela terceira vez quando descobriu uma massa na pelve. O diagnóstico a fez escolher entre interromper a gestação ou amputar a perna.



De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, foram registrados cerca de 18 milhões de novos casos de câncer no mundo e 9,6 milhões de mortes em 2018. Esses são os dados mais recentes, que também mostram que o câncer de pulmão é o mais incidente, seguido pelo de mama, cólon e próstata.

Grávida pela terceira vez, Kathleen Osborne passou por um exame que revelou um tumor em sua perna e uma massa na pelve. As opções que a equipe médica ofereceu não eram nada animadoras: ela poderia interromper a gestação para receber quimioterapia ou amputaria o membro e salvaria a vida do bebê.

Então Kathleen, que estava no quarto mês de gestação, optou por amputar a perna e salvar Aida-May. A caçula nasceu em março, e a mãe explica em reportagem ao The Sun que queria uma irmã para seus filhos mais velhos Hayden e Leo.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@xxmumzikatxx.

Antes mesmo de a menina nascer, o câncer voltou, mas essa era a quarta vez que aparecia. Kathleen explica que a primeira vez que recebeu o diagnóstico tinha 11 anos, exatamente depois que o pai faleceu (2005). Ainda criança, ela ficou com muito medo, imaginando que poderia morrer a qualquer momento, mas passou por quimioterapia e por uma cirurgia que substituiu o tumor por metal em sua perna.

Aos 18 anos, ela teve Hayden, seu primeiro filho, casou-se e acreditou que estava entrando em uma vida de muita felicidade, mas o relacionamento se tornou abusivo. O tempo foi passando, e a forma como eles se tratavam não melhorava, e o filho do casal descobriu que o pai tinha um caso.

As dificuldades que encontrou nesse período foram muitas, estava determinada a esquecer seu ex-companheiro, que a havia deixado por outra mulher em 2018. Cerca de um ano depois, eles acabaram reatando, e tudo parecia definitivamente ter mudado, até que descobriu um novo tumor em outubro de 2020.


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Porém as coisas já não eram as mesmas, Kathleen já tinha Hayden e Leo, além de gestar Aida-May, e ela não pensou duas vezes quando ouviu as opções dos médicos: ou amputava imediatamente ou interrompia a gestação para fazer o tratamento adequado, e escolheu a primeira alternativa sem pestanejar.

Depois da amputação, antes que Aida-May nascesse, descobriram que agora eram seus pulmões que estavam desenvolvendo um câncer. A filha estava saudável, mas os médicos indicaram que ela fizesse uma cesárea de emergência, mesmo que a bebê ainda estivesse com apenas 32 semanas. Foram necessárias quatro semanas para que a caçula pudesse sair do hospital, mas a mãe conta que ela hoje está muito saudável.

Seu novo tratamento começou uma semana depois que a filha nasceu, mas até o momento o câncer nos pulmões continua do mesmo tamanho e inoperável. Os médicos afirmaram que ela precisará passar um tempo sem a quimioterapia assim que o ciclo acabar, mas ninguém sabe ao certo quanto tempo ela terá que parar com a medicação.


Muito preocupada e assustada, Kathleen afirma que seus filhos são sua maior inspiração, a força que encontra durante os dias e que eles a tornam mais forte. Mesmo que tenha um câncer terminal, sem saber quanto tempo de vida ainda tem pela frente, ela deseja apenas criar memórias com as crianças, fazendo tudo com o que sempre sonharam.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@xxmumzikatxx.

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Kathleen abriu um GoFundMe e explica que seu único desejo é ver os filhos se divertindo, independentemente do tempo que tenham. Ela deseja mudar de casa e fazer todas as adaptações necessárias para que eles fiquem confortáveis após sua partida, e deseja fazer o quarto dos sonhos e presenteá-los com tudo que desejarem. Seu último desejo é ver as crianças felizes, fazendo com que se lembrem da mãe amorosa e carinhosa que tiveram.


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