Comportamento

Grávida é criticada pela família por se recusar a colocar o nome da ex falecida do esposo no bebê

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Uma mulher grávida recebeu críticas porque não gostaria que seu bebê nascesse com o nome da falecida ex-mulher de seu esposo.

Dar nome aos filhos nem sempre é uma tarefa fácil, geralmente envolve conversas longas e diversas pesquisas aprofundadas sobre a origem de cada palavra que vai ser a identidade do filho para o resto da vida. É geralmente uma decisão que carrega várias responsabilidades, sobretudo se pensarmos que a criança passará por vários ambientes e experiências durante seu crescimento.

Escolher um nome que não seja muito adequado pode impactar negativamente na vida da criança, principalmente quando ela estiver na escola e interagir com colegas de turma, podendo fazer com que o pequeno encontre dificuldade para construir amizades.

Todos já ouvimos histórias e lemos notícias sobre crianças que sofreram bullying no colégio por causa do nome, afinal os pequenos nem sempre lidam bem com nomes não convencionais. De qualquer forma, isso provoca traumas incalculáveis nos pequeninos.

Registrar um filho é uma questão tão séria, que no Brasil, por exemplo, foi sancionada a Lei de Registros Públicos, em 31 de dezembro de 1973, que proíbe o registro de pessoas com nomes que podem gerar constrangimento, segundo o site do Planalto.

Porém, a dificuldade de escolher essa identidade de um filho vai além dos desafios de escolha e seleção, às vezes, existem divergências entre o pai e a mãe. Enquanto um quer homenagear alguém da família, por exemplo, outro pode pensar em referenciais diferentes, inspirando-se em artistas, personagens da história, dentre outras opções ligadas ao seu repertório.

Esses conflitos podem tomar grandes proporções, como o caso de uma grávida que pediu conselho e ajuda no Facebook porque foi criticada tanto pelo marido quanto por parentes dele por se recusar a nomear seu bebê com a sugestão dada pelo pai da criança.

O casal espera uma menina, que o pai fez a sugestão de batizar com o nome de sua falecida esposa. A mãe, como era de se esperar, ficou chateada e recorreu aos internautas para entender se estava certa em não aceitar a situação.

A mulher disse que seu marido e os parentes dele acreditavam que a progenitora estaria exagerando ao recusar a sugestão. “Eu sei que é triste que ela tenha falecido, mas acho que batizar nossa filha com o nome dela é um pouco demais. Será que estou exagerando?”, perguntou a mãe.

A página Kidspot, um site australiano de aconselhamento aos pais de primeira viagem sobre gravidez, parto, paternidade, estilo de vida e outras questões, publicou o pedido de conselho da mulher em sua página no Facebook, onde recebeu mais de 1.500 comentários dos usuários apoiando a mãe.

Mesmo assim, alguns internautas não gostaram da recusa da mãe, chamando-a de “egoísta”, enquanto outros afirmaram que o homem claramente precisava de algum tipo de acompanhamento psicológico para ajudá-lo a lidar com o falecimento da esposa anterior.

Um seguidor disse: “Isso é totalmente errado, ele não tem nenhum sentimento de empatia por sua esposa? Nem sequer perguntou como ela poderia se sentir com a sugestão?”, escreveu.

Houve ainda quem achasse triste o falecimento da mulher, mas agora o esposo deveria pensar no futuro da filha e do casal, pois considerou a atitude do pai irracional e egoísta.

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