Pessoas inspiradoras

Há 21 anos, mulher se dedica a construir casas com garrafas pet para famílias pobres na América Latina

Ingrid já construiu casas em cinco países e dedica sua vida a ajudar as pessoas mais vulneráveis.



Alguns indivíduos nasceram para ajudar o próximo. Com um senso de coletividade mais aflorado do que a maioria dos cidadãos, eles dedicam suas vidas inteiras à cruzada de apoiar, alimentar, vestir e salvar o máximo de famílias que conseguirem.

Com as rotinas apertadas e um dia a dia corrido, muitos se esquecem de olhar ao redor ou de separar um tempo para fazer trabalhos em prol da segurança e fortalecimento das minorias. São muitas pessoas que estão, neste exato momento, precisando de ajuda com itens básicos, presentes até mesmo na sua despensa.

A advogada boliviana Ingrid Vaca Diez é uma dessas pessoas que empenharam sua vida no favorecimento de famílias pobres.


Tudo começou em 2000, quando aprendeu de maneira empírica a construir casas com garrafas pet, de vidro, cimento, cal, areia e até lixo orgânico, como forma de reduzir o impacto ambiental e fornecer um lar para quem precisa. Ela já apareceu no site quando falávamos sobre o início do seu projeto e da primeira casa construída.

Desde então, Ingrid tem se dedicado a aperfeiçoar sua técnica, construindo casas na América Latina,  em cinco países: Panamá, Argentina, Uruguai, México e Brasil. Já são 21 anos de trabalho e mais de 400 casas entregues, que ficam prontas em cerca de 20 dias, o que surpreende moradores e especialistas da área da construção civil.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Casas de Botellas.

Esse prazo é possível porque a profissional conta com apoio dos moradores das comunidades onde escolhe construir, fazendo com que o trabalho fique muito mais rápido ao mesmo tempo em que capacita os cidadãos e oferece uma visão mais ambiental do mundo.


Para a advogada, a construção das casas de garrafas é mais do que simples edificações, segundo entrevista que concedeu à Forbes, o processo todo é dotado de uma riqueza capaz de fornecer dignidade, capacitação e esperança a famílias inteiras em vários países. Ela acredita que o projeto seja parte da coletividade, e não se sente confortável quando é chamada de “inventora” do movimento, mostrando também seu lado mais humilde.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Casas de Botellas.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Casas de Botellas.

Ingrid revela que conhece histórias tão tristes que são capazes de partir o coração e pede que as pessoas ensinem os filhos também, não apenas doando roupas e comida não perecível esporadicamente, é preciso ter engajamento e comprometimento da sociedade de maneira geral.


Todos precisam viver e ver outras realidades, principalmente a das famílias mais pobres, ajudando com a mão de obra e com apoio presencial. Diariamente, a advogada capacita voluntários de várias partes do mundo através de chamadas de vídeo pelo aplicativo Zoom.

Ela também está em trâmite burocrático para formalizar sua nova fundação, chamada “Construindo um melhor futuro”, que objetiva apoiar com diferentes treinamentos as pessoas em situação de vulnerabilidade, para que possam também desenvolver algum ofício.

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