Há quanto tempo você não se vê?

Por que lutar tanto se não temos tempo de desfrutar o que alcançamos? O que é prioridade?

Vivemos num mundo que nos induz a andar cada vez mais rápido; precisamos trabalhar, nos aperfeiçoar, buscar alternativas, ser e estar presentes em nossas próprias vidas e nas vidas de nossos afetos. O tempo para tantas obrigações é tão curto que até mesmo o que nos dá prazer acaba, muitas vezes, soando como uma obrigação. É então que nos sentimos cansados, irritados e confusos.



Mas qual a razão disso tudo? Por que lutar tanto se não temos tempo de desfrutar o que alcançamos? O que é prioridade?

Se essas perguntas fazem sentido para você, então é hora de pedir um tempo para si mesmo. Isso me lembra o filme “Duas Vidas” com Bruce Willis – um desses filmes cuja mensagem é sempre oportuna.

Já pensou se uma criança de oito anos aparecesse hoje em sua vida e você descobrisse que essa criança é você? Será que a criança que você foi um dia gostaria do adulto que você se tornou?

Dar um tempo para colocar nossas ideias em ordem, relembrar sonhos e vontades do passado é um processo importante para esse reencontro conosco mesmo. É igualmente uma forma de reavaliar situações que marcaram negativamente a nossa vida; olhar nossos traumas sob a ótica atual é uma forma de desmitificá-los, relegando-os ao passado. Também é um exercício importante no sentido de compreendermos melhor as pessoas que povoaram a nossa infância, afinal, hoje temos maior possibilidade disso. Então, perdoar a nós mesmos e a todos os que de alguma foram instrumentos desses traumas.


Interessante se pudéssemos olhar nos olhos dessa criança que fomos um dia e explicar a ela que fizemos o melhor que podíamos e pedir que nos perdoe por não ter correspondido às suas expectativas. Isso nos faria muito bem, não é mesmo?

A boa notícia é que essa criança vive em nós. De alguma forma ela está efetivamente presente em nossas vidas, e se não a vemos, podemos senti-la quando desviamos nosso olhar para dentro de nós mesmos.

Quantas respostas, quanta paz! Isso sim é motivação para olharmos o futuro com garra e vontade de fazer as coisas realmente acontecerem, colocando o trem da nossa vida novamente nos trilhos.


Por isso é importante nos dar um tempo e remexer no passado: lembrar-nos de quem realmente somos e do que queremos, perdoar pessoas e situações e, finalmente, partir rumo ao futuro, sem medo de ser feliz.


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