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Há silêncios que nos ferem, eles são perversos

Sabe aquele silêncio que nos constrange e que nos faz sentir inadequados? Aquele silêncio que nos faz sentir ridículos mesmo? Então, esse silêncio não é um “bom rapaz”, trata-se do porta-voz da inveja. Sim, a inveja possui uma equipe a seu serviço, e o silêncio é um dos mais competentes integrantes desse time!

Cuidado com o silêncio, ele geralmente é interpretado como o “bom moço”. Contudo, ele é bem mais complexo do que possamos imaginar. Ele se apropria dessa máscara de sabedoria e benevolência, mas, em muitas situações, ele é a própria tradução da perversidade. Discorda? Permita-me explicar.



Eu tenho certeza de que você já viveu ou conhece alguém que já passou por uma experiência semelhante a esta: alguém foi promovido no trabalho, ficou louco de felicidade e saiu distribuindo a sua euforia entre os colegas, amigos e familiares. Daí, ao invés de ser acolhido em sua alegria extrema, foi recebido com um silêncio por alguns.

Sabe aquele silêncio que nos constrange e que nos faz sentir inadequados? Aquele silêncio que nos faz sentir ridículos mesmo? Então, esse silêncio não é um “bom rapaz”, trata-se do porta-voz da inveja. Sim, a inveja possui uma equipe a seu serviço, e o silêncio é um dos mais competentes integrantes desse time!

O que o invejoso não consegue entender é que o silêncio dele grita ao ponto de ensurdecer quem está por perto. Grita a amargura e a frustração de não saber lidar com a felicidade alheia. Berra o desconforto de ser um acomodado e não lutar por nada. A inveja é tão maldita que agride mesmo em silêncio.

Existem silêncios perversos, sim, senhor. Por vezes ele pega carona em diversas virtudes, na tentativa de enganar e se passar pelo politicamente correto. Ele costuma fantasiar-se de educação, quando na verdade é pura hostilidade. Veste-se de discrição, quando na verdade está expressando um descaso. Maquia-se de respeito quando, na verdade, representa a omissão. Enfim, dentro do armário do silêncio existem inúmeras fantasias, que ele usa e abusa e até consegue enganar em determinados contextos.


Existe perversidade maior do que alguém que você acredita ser seu amigo ficar em silêncio enquanto assiste outras pessoas falarem mal de você pelas costas? Pois é, esse tipo de silêncio para mim é uma baita covardia.

O silêncio maldoso não quer poupar nada nem ninguém, pelo contrário, ele quer humilhar, que diminuir, quer constranger e quer ferir. É um verdadeiro balde de água fria na empolgação de alguém. Talvez por perceber que a felicidade nos expõe a pagar mico. Uma pessoa feliz não estará muito preocupada com o tom de voz adequado ou com um caminhar elegante. Pelo contrário, quem está feliz gargalha, faz barulho, anda desajeitado, dança no meio da rua… canta enquanto dirige. E isso, para uma pessoa mal resolvida e infeliz, é um verdadeiro tapa na cara.

Por fim, faço-lhe um pedido: não se constranja diante dos silêncios perversos. Se compartilhar uma alegria e perceber que o outro emudeceu, silencie também e pense melhor sobre quem poderia vibrar contigo. Desista de entender o motivo que levou essa pessoa a fazer cara de paisagem diante da sua conquista. Se você for alguém espiritualizado, ore por ela, seguramente, ela está precisando de luz.


Sempre haverá alguém que vai se alegrar com a sua felicidade, ainda que seja um estranho que você encontra numa fila de supermercado e compartilha a sua alegria com ele.


Direitos autorais da imagem de capa: Unsplash

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