Família

Haitiano trabalha como ambulante para conseguir trazer esposa e filha para o Brasil!

O jovem de 26 anos trabalha vendendo bebidas em um semáforo em Cuiabá, tentando juntar dinheiro para trazer o restante de sua família.



Em busca de melhores condições de trabalho e, consequentemente, de vida, milhões de pessoas saem de seus países de origem rumo às promessas dos países vizinhos. Os imigrantes enfrentam dificuldades com a língua, com a socialização, com a documentação, com a informação, e se veem reféns de realidades ainda mais difíceis, na maioria das vezes, sozinhos.

O Ministério da Justiça divulgou recentemente que, de 2010 a 2019, o Brasil recebeu mais de 1 milhão de imigrantes, dos quais os venezuelanos são a maior parte. Os números mostram a realidade antes da pandemia do novo coronavírus, e não temos ainda a dimensão do fluxo migratório de lá para cá.

Mais da metade deles, cerca de 660 mil, são considerados imigrantes de longo tempo, já que moram no país há mais de um ano. Esse grupo é majoritariamente formado por pessoas da América Latina, destacando-se os haitianos e os venezuelanos, e 41% são mulheres.


É importante frisar que o Ministério da Justiça só considera imigrante quem possui os amparos legais, ou seja, quem possui toda a parte de documentação arrumada, desconsiderando os que estão em situação de clandestinidade.

Aos 26 anos, Roselin Merilus veio do Haiti há dois anos, e atualmente vende água, suco e água de coco em um semáforo em Cuiabá. Segundo reportagem do G1, ele luta para juntar dinheiro e trazer sua esposa e filha de dois anos para o país, e revela que precisa de cerca de R$ 20 mil para ajeitar a documentação e pagar as passagens.

Direitos autorais: reprodução Facebook/VG Notícias.

No seu cartaz, o ambulante explica que venderá água até sua esposa conseguir chegar ao Brasil, também exibe os preços e produtos disponíveis para os clientes. Quem conheceu a história do jovem foi a jornalista Fernanda Renatè, que se interessou pela narrativa e decidiu ajudá-lo da forma como pôde, criando uma vaquinha virtual para ajudar na arrecadação do dinheiro.


Criada há menos de um mês, eles conseguiram arrecadar até o momento um pouco mais de R$ 3 mil, ainda distante da meta de R$ 20 mil. Comovida com a história, Renata conta que sabia que ninguém mais o ajudaria, e decidiu usar seu horário de almoço para pegar os dados da conta de um lojista, que trabalha em uma banca, e já cuida do dinheiro de Roselin.

Direitos autorais: reprodução/vakinha.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Merilus Roselin.

O jovem começa sua jornada na Avenida Coronel Duarte, às 8h, e só para às 18h, trabalhando cerca de 10h de maneira frenética. O dinheiro que recebe com a venda dos produtos serve para pagar seu aluguel e os principais gastos aqui, como alimentação.


Envia uma parte para a esposa no Haiti, arcando com sua parte nos gastos da filha principalmente, e guarda o restante para as passagens de sua família. Roselin explica que só a passagem da esposa sai por volta de R$ 14 mil, e com a filha a conta sobe para R$ 20 mil.

O trabalho sob o sol escaldante tem seus prós e contras: as vendas aumentam, já que trabalha com a comercialização de bebidas, mas o asfalto quente tem provocado dolorosas bolhas e calos nos pés, mesmo usando um sapato fechado.

O haitiano já tinha conseguido juntar cerca de R$ 6 mil, mas como não possui conta bancária, deu para um amigo guardar o dinheiro e ele simplesmente sumiu com toda a quantia. Mesmo assim, ele ainda acredita que vai conseguir trazer sua família o quanto antes ao Brasil, já que ama este país. Para ele, a única coisa que falta é poder ficar perto daquelas pessoas que mais ama.


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