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Harry faz terapia gravada e culpa príncipe Charles por traumas: “Meu pai me fez sofrer”

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O príncipe Harry e a apresentadora Oprah Winfrey uniram forças para produzir e apresentar o documentário “A Minha Faceta Invisível”, na Apple TV, sobre saúde mental.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe oficialmente um conceito para saúde mental. Ele se relaciona à maneira como alguém consegue reagir às exigências, aos desafios e a sucessivas mudanças, tanto positivas quanto negativas, sendo importante avaliar também como tudo isso é casado com suas ideias e emoções.

A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein explica que o “desequilíbrio emocional facilita o surgimento de doenças mentais”, portanto, é possível afirmar que a saúde mental abraça nossa capacidade de harmonia e de bem-estar, a fim de lidar com as mais diversas adversidades de forma positiva, cientes das próprias limitações e respeitando-as.

Cocriada pela apresentadora Oprah Winfrey e pelo príncipe Harry, a série “A Minha Faceta Invisível”, da Apple TV, fala justamente sobre esse assunto: a saúde mental e o bem-estar emocional. Esse tema é explorado por histórias de pessoas do mundo todo, inclusive grandes artistas, como Glenn Close, Lady Gaga e DeMar DeRozan.

As discussões fomentadas pela série são abertas e honestas, esclarecendo tudo que podem sobre o tema; ambos também compartilham experiências próprias. Programado para estrear no serviço de streaming no dia 21 de maio, uma das cenas que já caíram na internet foi a do duque de Sussex experimentando a terapia Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR).

De acordo com reportagem do Independent, o tratamento envolve movimentos oculares como parte de uma longa lista de processos, tudo com o intuito de compreender e se resolver com experiências traumáticas reprimidas. Harry disse para Oprah que sempre quis tentar EMDR, era uma das experiências que estava disposto a tentar.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @oprah.

Um exemplo de trauma abordado por Harry na série foi ter sido colocado pela família para andar atrás do caixão da mãe Diana, precisando fazer parte do cortejo fúnebre para a Abadia de Westminster, diante de toda a imprensa mundial, quando tinha apenas 12 anos. Para ele, esse foi o momento que transformou a cidade de Londres (Inglaterra) numa fonte de traumas, o que até hoje é um gatilho.

Uma sessão da terapia é gravada durante a série, e o príncipe Harry explica que o pai, príncipe Charles, costumava dizer a ele e ao irmão William que, como tinha passado por experiências ruins e traumáticas na infância, eles também passariam, como se fosse uma espécie de “ritual”. O duque está em terapia há mais de quatro anos, e diz, durante a sessão veiculada, que a atitude dele nunca fez sentido, já que o maior desejo dos pais é que os filhos nunca precisem passar pelo que passaram.

Para Harry, um dos maiores responsáveis pela maioria de seus traumas é o próprio pai, que poderia ter evitado que ele sofresse certas situações apenas porque também tinha passado por coisas semelhantes. O príncipe ainda afirma que ele e a esposa Meghan Markle escolheram colocar a saúde mental em primeiro lugar, e que já tinha esperado tempo demais fazendo-a sofrer racismo, temendo que o desfecho fosse o da mãe, uma morte prematura.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @sussexroyal.

Outro ponto abordado no documentário é a ansiedade que a morte de sua mãe desencadeou, principalmente por não ter essa questão bem-resolvida, precisando reprimir os sentimentos, em muitos momentos, para atender aos pedidos da realeza e do público em geral.

Oprah Winfrey já estava trabalhando com a Apple para desenvolver uma série sobre saúde mental, mas foi depois de uma conversa com Harry sobre o assunto que decidiu unir forças, empenhando ainda mais pontos de vista acerca do assunto. Foi o duque quem pressionou a apresentadora para criarem uma produção em nível mundial, e não apenas norte-americano, para que o debate alcançasse o máximo de pessoas possível.

O Instituto EMDR afirma que o tratamento que realiza é uma “psicoterapia que permite que as pessoas se curem dos sintomas e do sofrimento emocional” que resultam de experiências consideradas perturbadoras.

Segundo explicam os pesquisadores da vertente, o tempo de cura é mais rápido do que outras formas tradicionalmente conhecidas de psicoterapia, e muitos órgãos de saúde já a reconhecem, como a Organização Mundial da Saúde, o Departamento de Defesa dos EUA e a Associação Psiquiátrica Americana.

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