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Caso Henry Borel: diferenças entre primeiro depoimento de Monique Medeiros e carta na cadeia

Mãe do garoto mudou a versão em carta escrita de dentro da cadeia. De acordo com a defesa de Jairinho, é uma tática para incriminar o padrasto de Henry



Monique Medeiros mudou sua versão sobre a morte do filho. Ela admitiu à polícia que mentiu por causa do medo que sentia e das constantes agressões que sofreu ao longo do relacionamento com Dr. Jaririnho.

Com informações do G1, a carta foi obtida pelo Fantástico e nela, a professora admite que mentiu em seu primeiro depoimento. Na transcrição, ela narrou as agressões que sofria e as constantes ameaças por parte de seu companheiro.

São pelo menos cinco diferenças notáveis em relação ao seu depoimento. A primeira delas está relacionada ao comportamento de Jairinho com Henry antes de sua morte. Ela disse que o rapaz era violento. No depoimento, quando perguntada como era o relacionamento em casa entre ela, Jairo e Henry, Monique disse que era muito bom e não relatou a ninguém qualquer tipo de problema.


Direitos autorais: reprodução.

Confirmou que Jairo e Henry tinham uma boa relação e não acreditava que o companheiro havia feito alguma coisa contra seu filho. Já na carta, contou que um dia seu filho foi correndo até ela dizendo que Jairo havia dado uma rasteira, como brincadeira.

Quando confrontou Jairo, o mesmo disse que Henry era um bobalhão porque nem caiu, pois o estava segurando. No depoimento ela não mencionou qualquer tipo de violência contra o menino.

Além de revelar ciúmes excessivos do namorado e inúmeras tentativas de controle, ela narra mais outras situações de violência contra ela. Disse que em suas taças de vinho sempre havia um resquício de “pozinho” branco no fundo. Certo dia viu que Jairo macerava um comprimido dentro de sua taça, na cozinha.


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Perguntou por que ele estava fazendo aquilo e ele disse que era calmante para ela dormir melhor. Segundo Monique, começou a brigar com ele e recebeu humilhações, que ela queria ficar acordada para ficar de conversa com homens nas redes sociais e passou a inventar uma história que só existia em sua cabeça, segundo ela.

Os xingamentos eram constantes e ele na tentativa de sair de casa, pegou a bolsa, mas percebeu que ele havia trancado as portas e escondido as chaves. Tomou seu celular, a jogou no sofá e disse que não sairia de lá e não iria a lugar nenhum.

Quando foi questionada no depoimento se tomava alguma medicação, ou se algo foi oferecido, também respondeu negativamente. Já na carta, transcreveu que ele dava remédio para ela dormir melhor.


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No dia que encontrou seu filho, em depoimento, Monique disse que entre 3 e 3 e 30 da manhã, acordou e viu a televisão ligada, com Jairo dormindo ao seu lado. Ela foi para o quarto do casal e viu seu filho no chão. Ao segurá-lo viu que suas mãos e pés estavam gelados e ele não respondia aos seus comandos. Gritou para Jairo, que veio correndo imediatamente.

Na carta ela muda a versão dizendo que Jairo a acordou, dizendo para ela ir ao quarto, que ele havia pegado Henry no chão e o colocou na cama, e estava respirando mal. Ela encontrou o menino de barriga para cima, descoberto e com a boca aberta.

Quando perguntou a Jairo o que aconteceu, ele disse que escutou um barulho forte e acordou e viu que o garoto havia caído da cama. Em nenhum momento ela imaginou que a criança já estivesse morta.


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Outra diferença foi relacionada a ela e Jairo, se a relação havia mudado depois da tragédia. Em seu depoimento, disse que passariam por isso juntos e unidos. Já na carta, Monique escreve que tentava a todo custo se afastar, mas por diversas vezes foi ameaçada, juntamente com sua família.

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