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Hoje precisei sair de cena…

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As luzes se acendem, as cortinas se abrem, o palco nos espera. É hora de nos juntarmos aos que brilham.



Poucos conhecem o que se passa nos nossos bastidores, mas o que vale é o que o mundo assiste e os aplausos, mesmo que às vezes ao final do dia não sejam tão calorosos.

A nossa vida particular não tem que ser um constante espetáculo, com casa cheia e uma plateia a nossa volta. Ela também pode ser um ensaio silencioso para um próximo momento. E se o mundo cobrar a nossa aparição pública o tempo todo, ele que espere. Na verdade, ele nem precisa tanto assim nos ver atuando.

A plateia às vezes pensa que nos quer em cena, e nós acreditamos que precisamos estar em dia com nossos papéis e contracenando. Mas não é bem assim.


Quantas vezes queremos estar sozinhos, estudando outros textos, outros personagens ou apenas tentando trazer à luz o verdadeiro autor desta história real, com cenas originais, alguns cortes, edições revisadas e com a agenda que é possível ser preenchida à nossa maneira?

Sair de cena sem muitas explicações, sem cobranças, sem receio de decidir voltar quando bem entender não é para qualquer ator. Requer a coragem de não ter medo de ser esquecido, de não ser ignorado, de não ser o que não se é.

Estar fora do palco não exige drama. Exige ação. E reação diante de muitas questões. Questões reais, que nos tiram da ficção nossa do dia a dia, mas que dá para levar com bom humor, como em uma comédia.

O legal disso tudo é que é possível reescrever nossa história e viver um eterno ensaio mesmo que talvez quando acreditarmos que é pra valer, as cortinas estejam se fechando.


Querido crush, eu não vou sentir sua falta!

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