Comportamento

Homem afirmou se sentir como uma “mulher” para não ser retirado de ônibus exclusivo no México

Foto: Twitter
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O homem disse que se identifica com o gênero feminino, e a situação deu o que falar.

As pautas de gênero são cada vez mais populares e têm levado as pessoas a debaterem sobre assuntos como a realidade, os preconceitos e os direitos das pessoas trans.

Cada vez mais, pessoas que fizeram a transição se sentem mais confortáveis consigo mesmas para compartilhar fotos nas redes sociais, se “assumir” para os amigos e familiares, inclusive para lidar com as situações complicadas no dia a dia.

No entanto, apesar de a discussão sobre o tema ser muito importante para dar voz àqueles que precisam ser ouvidos e respeitados, pode motivar situações polêmicas. Um caso que aconteceu no México recentemente deu o que falar nas redes sociais e levou muitos a se perguntarem se não existem pessoas se aproveitando da pauta sobre gênero para benefício próprio.

Caso polêmico

A Cidade do México, que abriga quase 9 milhões de habitantes, tem diversas políticas para prevenir o assédio e o abuso sexuais contra mulheres no transporte público, uma realidade que preocupante e merece atenção e cuidado.

Uma das maneiras que os administradores da cidade encontraram para deixar as passageiras mais bem protegidas no dia a dia são as “zonas rosas”, partes exclusivas para mulheres, delimitadas tanto nos ônibus da rede Metrobús quanto nos carros do metrô.

A ideia é que elas se sintam mais seguras naquelas áreas, onde não haveria homens presentes. No entanto, como em tudo na vida, sempre existem pessoas que infringem as regras e causam desconfortos.

Há alguns dias, uma jovem usuária do Twitter chamada Graciela Olvera fez uma denúncia em sua rede social, mostrando vários homens presentes nos ônibus exclusivos para mulheres na capital mexicana. A jovem compartilhou imagens que mostram essas “infrações” e se concentrou principalmente em homens sentados nas poltronas cor-de-rosa da área exclusiva.

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Direitos autorais: Reprodução Twitter / @GracielaOlverah

Mencionando a empresa responsável pela administração dos ônibus especiais na publicação, ela escreveu a seguinte mensagem: “Na unidade de onde eu estou há vários homens na parte destinada às mulheres, eu pedi para eles se levantarem e uma senhora se incomodou, vocês podem me ajudar?

A empresa prontamente respondeu à postagem da menina, perguntando o nome da linha e afirmando que já havia notificado a parte responsável pela segurança.

A jovem tentou falar sobre o assunto dentro do ônibus, com os próprios passageiros, mas se surpreendeu ao ser respondida de forma rude por outra mulher passageira. A mulher estava com o marido, não gostou da forma como Graciela falou e acusou a jovem de assédio por gravá-los sem consentimento. Revoltada, ela também a repreendeu pelo fato de os homens sentados naquele espaço não mudarem nada, já que havia outros lugares vazios.

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Direitos autorais: Reprodução Twitter / @GracielaOlverah

Graciela, por sua vez, respondeu que não tem nada a ver com os homens “tirarem” seus assentos, mas com civilidade e respeito às regras estabelecidas para as áreas delimitadas como exclusivas para mulheres.

A situação ainda foi mais longe quando um dos homens sentados na área exclusiva olhou para a câmera e se defendeu do ataque. “Existe algo chamado direito à liberdade de expressão, e a pessoa é livre para escolher o gênero que quer ser. Eu quero ser uma mulher a partir de agora. Então, não me perturbe”, disse ele.

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Direitos autorais: Reprodução Twitter / @GracielaOlverah

Não se sabe se ele realmente se identifica com o gênero feminino ou se apenas se aproveitou disso para manter-se no lugar cor-de-rosa.

Graciela não acreditou no homem, e a sua postagem pautou um debate sobre o desrespeito às áreas exclusivas no transporte público. Outras jovens aproveitaram a publicação para falar sobre situações semelhantes que experimentaram.