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Homem de 80 anos toma Viagra e acaba matando a esposa por ela mudar de ideia e recusar sexo

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Vito Cangini é acusado de esfaquear a própria esposa no dia de Natal porque, supostamente, ela teria prometido fazer sexo com ele, mas voltou atrás.

De acordo com o Dossiê Feminicídio, do Instituto Patrícia Galvão, o assassinato de mulheres em realidades marcadas pela desigualdade de gênero recebe o nome de feminicídio. Considerado crime hediondo no Brasil, o feminicídio é a forma mais fatal de violência infligida a mulheres, que ocorre em sociedades onde a desigualdade de poder entre homens e mulheres, a partir de construção histórica, cultural, econômica, política e social.

Motivados por sentimentos de posse, companheiros, ex-namorados, parentes e até mesmo colegas de trabalho agridem e violentam as mulheres. As formas de violência são inúmeras, e normalmente não começam na agressão física, manifestando-se primeiro na sociedade, onde elas têm acessos desiguais, salários menores e sofrem preconceito de gênero, que acaba perpetuando crimes fatais.

O feminicídio é um crime de ódio, e o termo foi cunhado em 1970 com o intuito de finalmente nomear as sucessivas e progressivas violências contra as mulheres que terminam em morte. Os que acreditam ser apenas casos isolados se enganam, a maioria das mortes de mulheres fazem parte de um longo e contínuo processo de violências, que incluem abusos verbais, físicos e sexuais.

Segundo as Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres, publicadas em 2016, existem condições estruturais que resultam em mortes violentas de mulheres por razões de gênero. Entre elas se destacam: ordem patriarcal, violência sexista, mortes evitáveis e fenômeno social e cultural.

Em algumas sociedades, existem desigualdades estruturais que condicionam a mulher ao homem, fazendo com que elas sejam inferiorizadas e se sintam constantemente subordinadas a eles em múltiplos espaços. Na lógica dos feminicídios, o sexo das vítimas é uma das principais razões de mortes que seriam facilmente evitadas. Mulheres e meninas se veem completamente limitadas, não conseguindo se desenvolver de maneira livre e saudável.

Além disso, o tom de desprezo contido na morte das vítimas mostra a intencionalidade do ato, em que homens sentem aversão não apenas às mulheres, mas também aos papéis sociais que recebem. Foi justamente isso o que aconteceu em Fanano de Gradara, no Leste da Itália, no dia 25 de dezembro deste ano, quando Vito Cangini, de 80 anos, esfaqueou sua esposa até a morte por ela, supostamente, se recusar a fazer sexo.

De acordo com informações do The New York Post, Vito foi acusado de matar brutalmente Natalia Kyrychok, de 61 anos, no dia de Natal. A mulher teria se recusado a fazer sexo depois que ele tomou Viagra, o que teria resultado numa discussão furiosa, em que o marido a teria acusado de se sentir mais atraída pelo chefe do que por ele.

O homem ainda disse que esfaqueou Natalia várias vezes e deixou seu corpo ensanguentado no chão antes de ir para a cama. Os jornais locais informam que Vito se levantou no dia seguinte, tomou o café da manhã, passeou com o cachorro, como habitualmente, e ligou para o restaurante onde a esposa trabalhava como chef, dizendo ao proprietário que nunca mais a veria. O marido ainda teria dito que sabia que “algo estava acontecendo” entre os dois.

Desconfiado, o dono do restaurante chamou a polícia, que encontrou o corpo de Kyrychok logo que visitaram a cena do crime. O resultado da autópsia ainda não foi divulgado, mas os relatórios preliminares sugerem que ela foi esfaqueada pelo menos quatro vezes, incluindo no coração.

O homem foi levado sob custódia e a polícia conseguiu recuperar no local o que acredita ser a arma do crime. A investigação ainda está em andamento.

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