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Homem decepcionado com os filhos deixa metade da sua propriedade para seu cachorro

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O fazendeiro indiano de 51 anos, Om Narayan Verma, fez um testamento deixando 36.500 m² para Jacky, o cachorro da família.



Como manifestação da última vontade de um indivíduo, os testamentos são criados para que, depois da morte, todos os bens, ou apenas uma parte deles, sejam dispostos à família. Quando não se redige um testamento, o Código Civil do Brasil estabelece que o conjunto de bens, patrimônios, direitos e obrigações ficam para os parentes mais próximos da vítima, como filhos, cônjuges, pais, avós, irmãos, tios, sobrinhos, entre outros.

Para as pessoas que possuem muitos bens, é natural que o testamento seja algo pensado e acordado desde muito antes do prenúncio da morte. Isso ocorre porque, caso aconteça algum acidente que encerre a vida daquele indivíduo de maneira trágica, a partilha já está estabelecida de acordo com sua vontade, que deve ser respeitada, mas sem nunca, claro, infringir as leis de cada região.

Na Índia, um caso tem surpreendido a todos nos últimos meses. Um fazendeiro de 51 anos, do vilarejo de Badiwara, em Chhindwara, deixou metade de suas propriedades para Jacky, o cachorro da família. Om Narayan Verma tomou essa decisão ao perceber que seus filhos e demais familiares não se importavam com seu bem-estar.


De acordo com o jornal NDTV, Verma é casado com duas mulheres, sendo que a primeira tem duas filhas e um filho, e a segunda, duas filhas. Mesmo assim, ele escolheu deixar a outra metade apenas para a segunda mulher, Champa Bai, que é a única, além do cachorrinho, que cuida dele e por quem ele nutre muito amor. Inclusive, sua decisão já foi tomada, já que ele registrou o documento em juízo.

Agora, segundo jornais do país, Verma está preocupado com o futuro de Jacky, e para garantir que ele será muito bem cuidado, decidiu colocar metade dos bens em seu nome. A pessoa que quiser usufruir dos 36.500 m² de herança terá de se responsabilizar pelo animal, oferecendo o amor e a proteção que seu dono não poderá mais lhe dar depois que morrer.

O testamento já foi autenticado e garante que a pessoa que escolher cuidar de Jacky terá o direito de usar sua parte na propriedade para oferecer conforto e melhorar o bem-estar do animal. Depois que o cãozinho falecer, ela terá direito de herdar as terras, mostrando que apenas assim terá algo de Verma.

Os familiares, como era de se esperar, ficaram descontentes com a decisão do fazendeiro, e a indignação acabou provocando uma briga entre eles. Durante a entrevista, Verma conta que a situação agora está sob controle. Para ele, além de a decisão mostrar que ele não recebe o tratamento e os cuidados que esperava em vida, também é uma forma de garantir que Jacky tenha algum tipo de segurança no futuro.


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Direitos autorais: reprodução Twitter/ @Anurag_Dwary

Explica que o autenticado não vai incluir apenas o nome do cachorro, mas o nome de Champa Bai, sua segunda esposa. Os cinco filhos e a primeira esposa não entraram na divisão dos bens, mas Verma acredita que eles vão se encarregar de cuidar de Jacky após sua morte e que a questão, mesmo que tenha começado como um desentendimento, hoje se encontra resolvida.

Se você está se perguntando se no Brasil existe alguma lei que permite deixar bens para animais, saiba que sim, mas não da maneira como imaginamos. A legislação do nosso país permite que 50% de uma herança seja destinada a uma pessoa ou local que se encarregue de cuidar do pet. A outra metade necessariamente precisa ser distribuída entre os descendentes e familiares do falecido, exceto, claro, os que foram deserdados ou excluídos da herança.


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