Comportamento

Homem é preso pela 2ª vez, acusado de espalhar covid-19 deliberadamente em carros da cidade

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Ele foi flagrado cuspindo nas mãos e esfregando-as nas maçanetas de carros estacionados no município de Iraí, no Rio Grande do Sul.



A pandemia tem deixado muitas pessoas receosas pois, como o vírus é invisível, torna-se impossível saber exatamente onde ele está e, com isso, evitá-lo. As medidas mais eficazes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), continuam sendo o uso de máscaras, higienização constante das mãos, isolamento social, para quem pode, ou distanciamento para quem precisa sair de casa.

Com pouco mais de um ano de pandemia, a única certeza de eficácia comprovada vem da vacina, que ainda é distribuída a passos lentos pelo sistema de saúde brasileiro. Em meio ao caos nos hospitais públicos e privados, quanto maior a distância e o cuidado que se tiver em relação ao vírus, maiores as chances do indivíduo de não contrair a doença.

De acordo com especialistas em infectologia, estamos entrando na pior fase da pandemia, desde que foi comprovada sua presença no país. A maioria dos estados brasileiros apresentam problemas em conter a infecção, além de bater recordes diários de mortes. O Rio Grande do Sul é um dos estados que têm apresentado elevados índices, tanto de novos casos quanto de mortes.


Segundo o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, foram mais de 2.500 novos casos e 55 mortes, quase batendo 17 mil mortes pelo novo coronavírus, o que significa que, a cada 100 mil habitantes, mais de 148 morrem.

Em meio a essa triste notícia, um homem foi preso duas vezes, no município gaúcho de Iraí, flagrado espalhando o vírus da covid-19. Pode parecer caso de filme, mas é verdade.

Ele foi preso duas vezes na mesma semana, depois que câmeras o registraram cuspindo nas mãos e passando nas maçanetas das portas dos carros estacionados pela cidade.

Segundo informações da BandNews TV, o suspeito testou positivo para o vírus e, depois, foi visto espalhando sua saliva intencionalmente em locais onde poderia existir contato de outras pessoas.


Com o flagrante, o homem foi detido pela polícia. Depois da primeira prisão, ele foi solto, mas novamente foi visto espalhando o vírus em lugares onde poderia contagiar facilmente as pessoas, e foi preso novamente, dia 4 de março.

Encaminhado para um hospital, pela Brigada Militar, foi internado à força. A ocupação de leitos de UTI no Rio Grande do Sul já passou do seu limite, chegando a 110%, passando de 20 dias em que opera além de sua capacidade.

Para dar conta do excedente, o estado acionou o plano de contingência hospitalar, fazendo com que novas vagas, em áreas “ociosas”, fossem abertas.

Isso significa que existem mais pacientes em nível crítico do que leitos de UTI disponíveis. De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado, do total de leitos ocupados, 72% estão com vítimas de covid-19, 27% destinados a outras doenças e 3,7% com suspeita do vírus.


Entre os hospitais particulares, a ocupação é mais crítica ainda. Eles operam com 141% dos leitos de UTI ocupados, muito além da capacidade, podendo faltar equipamentos para o tratamento dos casos mais críticos. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem funcionado com 98,9% dos leitos de UTI ocupados, um número menor, mas tão crítico quanto o anterior.

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