Pessoas inspiradoras

Homem que foi para a Espanha trabalhar como garçom agora foi contratado pela Nasa!

Há 13 anos, o imigrante paraguaio foi à Espanha em busca de novas oportunidades de trabalho e chances de ganhar um salário maior.



Decidir deixar seu país de origem em busca de novas oportunidades parece uma boa opção, à primeira vista, para quem precisa. Em alguns momentos, o desespero é tão grande de alguns indivíduos e famílias que estão fugindo da pobreza ou de conflitos, que a única alternativa que têm é, de fato, mudar-se para outro país.

Mas quando se chega a outra região do mundo, as barreiras culturais e o preconceito acabam sendo obstáculos altos demais.

Os empregadores costumam oferecer apenas cargos e postos de trabalho que os nativos não aceitam, os chamados empregos invisíveis ou subalternos, como serviço de limpeza e faxina, pedreiro, gari, garçom, e outros do tipo.


Em busca de novas oportunidades de emprego, José Roberto Villalba, de 33 anos, saiu do Paraguai rumo à Espanha, com sua família. Logo que chegou, enfrentou grandes dificuldades, precisou começar lavando pratos e trabalhando como garçom.

Para conseguir melhores vagas, ele decidiu estudar e, como a língua não era um empecilho, licenciou-se em Engenharia Industrial. Mesmo com todas as dificuldades, conseguiu criar a própria empresa chamada PCI Ingeniería y PC Energía, mas levou quatro anos até conseguir ajustar todos os documentos.

Como era estrangeiro, o governo acabou atrapalhando com a questão burocrática, exigindo coisas difíceis, fazendo com que ele não conseguisse tirar nenhum benefício ou lucro, mesmo assim, persistiu.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Assim que os primeiros anos passaram, a empresa começou a render alguns frutos, e eles foram se desenvolvendo cada vez mais. A novidade acabou chamando a atenção da Nasa, com sede em Madri, que entrou em contato com o paraguaio, convidando-o para lhe prestar serviço.

Em entrevista ao Jornal Extra, José conta que sua empresa tem a responsabilidade de combater incêndios e que é uma das primeiras a ter um mecanismo para absorver o ar das chamas, e como tem todas as licenças e excelentes profissionais, a Nasa a escolheu.

José fez questão de empregar majoritariamente trabalhadores do Paraguai, tendo cientistas de diferentes áreas e especialistas aeronáuticos. Uma empresa criada por paraguaios sendo escolhida pela Nasa como a melhor do mercado no combate a chamas é algo de que todos devem se orgulhar.

Mesmo assim, para José, esse é apenas o começo, e ele deseja que o nome da sua empresa vá ainda mais alto, mostrando que os paraguaios têm técnica, ética e que são ótimos profissionais, dando orgulho ao seu país e à América Latina.


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