Comportamento

Homem surdo acusou policiais de o agredirem e prenderem por não entender o que diziam em abordagem

Como o jovem usa a linguagem de sinais para se comunicar, ele não conseguia entender o que os policiais diziam, de acordo com o processo.



No dia 17 de setembro de 2019, o jovem Brady Mistic foi abordado por oficiais em Idaho Springs, nos Estados Unidos, por “violação de sinal”, mas como possui deficiência auditiva, não compreendeu os comandos verbais dos policiais Nicolas Hanning e Ellie Summers. Jogado no chão para ser imobilizado antes da prisão, ele ficou preso por cerca de quatro meses na época.

Agora o jovem está processando os oficiais, a cidade e o Conselho de Comissários do condado de Clear Creek, onde tudo aconteceu. O processo foi aberto este mês, e Brady foi acusado de “violar uma placa de pare” antes de entrar no estacionamento de uma lavanderia.

Ele foi seguido até o local e, assim que desceu do veículo para entrar no estabelecimento, foi cegado pelas luzes dos veículos policiais, de acordo com as alegações.


Sem saber o que estava acontecendo por conta da surdez, Brady não compreendeu que os oficiais estavam atrás dele, parou de andar e usou as mãos para tentar se comunicar com eles. Como usa a linguagem de sinais, conseguindo apenas vocalizar poucas palavras, não entendeu os comandos verbais dos policiais.

De acordo com o processo, sem nenhuma tentativa de comunicação, o oficial Nicolas Hanning agarrou Brady pelo moletom e o jogou no chão, fazendo com que sua cabeça atingisse o concreto. Enquanto estava preso, de costas, no chão, ele estendeu as mãos com as palmas voltadas para cima, na intenção de comunicar que não pretendia causar nenhum dano ou ameaça aos policiais.

Nesse momento, o réu Ellie Summers se juntou ao colega, agarrando Brady enquanto puxava seu taser. O jovem ainda tentou apontar para os ouvidos, vocalizando sons que tentavam explicar que ele não escutava. Mesmo assim, o oficial ignorou o apelo e aplicou o taser duas vezes no rapaz, depois ele foi levado ao hospital para uma avaliação e transferido para a prisão do condado, onde ficou detido por cerca de quatro meses.

Direitos autorais: reprodução/Departamento de Polícia Idaho Springs.


O Today tentou entrar em contato com os policiais acusados, mas não obteve resposta, e o Departamento de Polícia de Idaho Springs defendeu suas ações, afirmando que Brady se aproximou de uma “viatura de patrulha claramente marcada”, que estava com as luzes ativadas.

Em um comunicado online, o departamento ainda explicou que os policiais deram ordens verbais para que Brady voltasse ao veículo, e que eles não sabiam que o rapaz era surdo no momento em que tudo aconteceu. Como ele se aproximou rapidamente do veículo, os agentes ordenaram que ele se sentasse, tentando obter o controle por conta das “ações inexplicáveis”.

Como Brady resistiu aos policiais, eles tiveram uma “altercação física”, mas que, posteriormente, foi encaminhado para o hospital, antes que fosse preso. O incidente foi analisado pelo ex-chefe Christian Malanka, que considerou as ações policiais apropriadas na época, de acordo com o departamento.

Brady foi preso por quatro meses sob acusação de agressão em segundo grau a um policial e resistência à prisão. No processo, a acusação afirma que, durante o tempo em que esteve privado de sua liberdade, também encontrou dificuldades de se comunicar dentro da cadeia, já que um intérprete lhe foi negado. As acusações contra o jovem foram negadas e ele foi libertado.


Direitos autorais: reprodução/Departamento de Polícia Idaho Springs.

O oficial Nicolas Hanning já havia sido demitido do departamento após um incidente com outro homem, Michael Clark, de 75 anos. Em seu depoimento, a polícia disse que, enquanto imobilizava Brady, o agente acabou quebrando a perna por conta das “ações de resistência”, mas o processo contesta, afirmando que ele causou o próprio ferimento.

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