Relacionamentos

Homens carinhosos valem muito mais do que os bonitos!

1 capa site Homens carinhosos valem muito mais do que os bonitos

Para as mulheres que sabem bem o que querem de uma relação, não há nada mais interessante do que um companheiro que consegue demonstrar afeto.



Entrar em um relacionamento sério é um passo importante para as pessoas que querem dividir suas rotinas com outras. Nem sempre é fácil, e cada relação tem as próprias dinâmicas e combinados, que nem sempre são aplicáveis a todos os casais.

Levar a interação interpessoal com seriedade e honestidade é o primeiro passo para que os frutos sejam os melhores possíveis, já que nem sempre podemos acertar nas nossas ações.

Com a popularização das redes sociais, não são poucas as pessoas que vivem em função de aparentar uma vida perfeita em seus perfis, em fotos maravilhosamente retocadas, as quais passam muito longe da realidade, e as relações vão se tornando cada vez mais superficiais. O surgimento de aplicativos de encontros também se soma à nova onda da individualidade e solidão conectada.


Em uma sociedade que valoriza muito mais a aparência, o consumo e a globalização, a sensação de que estamos sempre rodeados de pessoas pode aparecer, em um primeiro momento para, logo em seguida, desaparecer por completo. Quando nos conectamos com pessoas cada vez mais distantes de nossa regionalidade, preserva-se ainda mais a individualidade e essa solidão.

A casualidade se mostra uma das maiores formas de interação humana atual, em que indivíduos escolhem a partir de um “catálogo” a próxima pessoa com quem vão sair. Como se conectar profundamente com alguém que precisa se apresentar em uma pequena bio, dizendo das coisas que gosta e das que não gosta de maneira simplória e até cômica?

Como se apaixonar por pessoas que precisam “fisgar” pretendentes com poucas fotos e em poucas linhas? Para o sociólogo e filósofo francês Zygmunt Bauman, podemos chamar de “relações líquidas” toda forma de interação que valoriza muito mais a individualidade do que o coletivo, do que as interconexões humanas e, com isso, a efemeridade da paixão.

Mas se engana quem acredita que as mulheres estão justamente à procura de rostinhos bonitos e uma grande quantia de dinheiro no banco. Cada vez mais independentes e autônomas, elas desejam muito mais uma relação de afeto mútuo do que características vazias, que não fazem de ninguém um ser humano melhor.


Longe dos padrões culturalmente disseminados, não vivemos mais em uma realidade em que os homens fogem de relações sérias, enquanto mulheres imploram por um casamento. Temos visto um crescimento no número de divórcios e uma diminuição de uniões civis justamente porque mais vale um amor verdadeiro do que vários sem significado. O príncipe encantado foi desmascarado há muitos anos e as mulheres agora brigam para não ser mais colocadas em posição de donzelas indefesas.

Elas querem conquistar espaços, ganhar o mercado de trabalho e fazer história. Se tiverem um companheiro ao seu lado, sabem que a jornada pode ser mais doce, mas nem por isso deixam de correr atrás do que querem se estiverem solteiras.

Em uma sociedade tentando se reajustar aos impactos da globalização e do “culto ao individualismo”, as pessoas não querem mais se sentir descartáveis, ao contrário, elas anseiam por conexões reais, coisas que nenhum aplicativo é capaz de fornecer.

O carinho e o afeto não são vendidos em larga escala, são sentimentos cultivados, regados e alimentados com o tempo. E a beleza, ela é fugaz, aguardando apenas a passagem do tempo para evaporar ou se ressignificar em linhas e marcas da história.


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