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Ho’oponopono: ferramenta de cura e transformação

O Ho’oponopono é um sistema de cura Havaiano e eu já uso essa ferramenta no meu dia a dia e no meu trabalho há um bom tempo.

Basicamente, esse sistema é uma oração, que pede ao Ser Superior para limpar as memórias que nos geram tristezas, mágoas, sofrimentos e dores. Ou seja, limpa-se a origem dos nossos problemas que, para a cultura havaiana, são nossos pensamentos e crenças.


O Ho’oponopono nos traz a autorresponsabilidade de uma forma muito mais profunda. Não simplesmente aquela coisa de que o que me acontece é responsabilidade minha, que de alguma forma eu atrai. Não, é muito mais que isso.

Tudo, absolutamente tudo que acontece a você e à sua volta, as coisas que você experiencia, o que você vê, o que você fica sabendo, enfim. Tudo é sua responsabilidade. Se chegou até você, seja da forma que for, você é responsável.

É uma mudança de percepção avassaladora! No começo, é difícil conseguir entender. Na verdade, a gente não entende. A gente assimila essa informação e quando percebe, ela faz parte de você e o processo flui naturalmente. Comigo foi assim. E recentemente, eu passei por uma situação que me mostrou que eu realmente tenho incorporado o Ho’oponopono na minha vida. É uma ferramenta poderosa que, inclusive, como Coach e Terapeuta Holística que sou, utilizo nos meus atendimentos.


Para contextualizar, vou contar um pouquinho da minha vida…

Quando conheci meu marido, ele morava no litoral e eu em São Paulo, capital. Ao decidirmos viver juntos, escolhemos mudar para o interior do estado. Ele manteve a casa na praia, até porque iríamos para uma cidade nova, tentar uma nova vida. Era importante para ele manter o imóvel, caso precisássemos voltar, qualquer que fosse o motivo: não dar certo a vida na nova cidade, não nos adaptarmos, enfim.


Anos depois, continuamos nós, firmes no interior. E, como coisa parada é energia estagnada, decidimos, então, vender a casa no litoral e investir onde moramos atualmente. Até porque, pouco vamos à praia, é longe e a viagem longa. E com nossos compromissos, principalmente com a construção de uma nova vida, acabamos sem tantas chances de viajar e muito pouco aproveitamos a casa.

Acontece que, semana passada, fora de todas as programações, precisamos descer com urgência. Nossos vizinhos lá de baixo, a quem sou muito grata, nos avisaram que arrombaram a porta da frente da casa. Levaram um botijão de gás.

Na hora em que recebemos a notícia, ficamos bravos, chateados. Por mais que a gente ande nesse caminho do desenvolvimento pessoal, na busca de ser uma pessoa melhor, assumir nossas responsabilidades, é difícil não se sentir violado. Mas, uma das lições que aprendi foi a de não chorar o leite derramado. Não adiantaria espernear, já estava feito. Então, logo recobrei minha razão e a única coisa a fazer era focar em solucionar a questão e agradecer, por exemplo, por não estarmos lá quando a casa foi invadida. Organizamos nossas agendas, clientes e tarefas. Conseguimos descer 3 dias depois para a casa da praia ver o tamanho do estrago e resolver o que precisava ser resolvido.

Enquanto isso, nossos vizinhos, mais uma vez, ficaram de olho nas coisas para nós. Chegando lá, novamente veio aquela sensação estranha de alguém que você não sabe que cara tem, que vocẽ não sabe quem é, ter entrado na sua casa. É uma coisa de energia, a energia estava estranha. Tratei logo de fazer uma limpeza no ambiente e, após definir como resolveríamos a porta arrebentada, seguimos nossos dias lá na casa.

Num determinado momento, peguei-me pensando sobre o que em mim havia gerado aquele contratempo. Como em uma oração, como se eu conversasse com a casa. A resposta que me surgiu foi: falta de carinho pela casa. E aí eu caí em mim. Realmente, eu não estava dando o devido valor à casa, podia dizer até que estava sendo ingrata. Foi um tapa na minha cara. Então, fiz uma oração.

Agradeci à casa por tudo o que nela vivi, pelos momentos bons, e pelos ruins também. Faz parte da minha história, aprendi muito ali. Agradeci pelo teto e pelas paredes que tantas vezes me protegeram, pelo abrigo, pelo lar.

Foi como uma despedida – chegara o momento de seguir em frente, abrir espaço para o novo entrar. Assim como fui muito feliz ali, era chegada a hora de outra família poder amar aquela casa, assim como ela merecia, e construir uma nova história.

Tudo é energia, e uma casa também é.

E nesse momento senti uma profunda gratidão pela casa. Meu coração se encheu de amor. Era um ciclo que, de alguma forma, se fechava. A vida é isso, é cíclica, alguns ciclos terminam para que outros tenham início.

E o bacana de tudo isso é que eu realmente me senti responsável pelo acontecido. Não culpada, mas responsável. E isso não significa que a responsabilidade seja minha exclusivamente. Meu marido tem a dele também.

Antigamente, antes do Ho’oponopono, eu teria dito ao meu marido que a responsabilidade era exclusivamente dele, já que a casa não é minha, como se aquilo não me afetasse, não fizesse parte da minha vida. A verdade é que eu jamais teria compreendido minha indiferença com a casa.

E o Ho’oponopono é isso. Acho que a maior das lições que aprendi com essa técnica: a total responsabilidade.

E quando você assume a sua responsabilidade, inclusive pela limpeza das memórias, você contribui para a cura do mundo. Através do amor.

E você deve estar se perguntando: como isso funciona?

É muito simples. Bem resumidamente, trata-se da repetição de 4 frases, direcionadas ao Divino (Deus, Criador, Divino Criador, enfim. Ao ser superior em que você acredita):

Sinto muito, perdoe-me, eu te amo, sou grato.

Sinto muito significa que você tomou consciência e sente por ter algo dentro de você que gera uma situação, um sentimento ou emoção ruim. Perdoe-me significa que você se abre para a cura. Não é um pedido de perdão, mas um pedido de ajuda para você conseguir perdoar a si mesmo. Eu te amo transmuta a energia e elimina a memória, deixando o vazio em seu lugar, para ser preenchido pelo amor. Sou grato expressa sua gratidão e confiança de que o melhor vai acontecer para todos.

Então, sempre que lembrar, ou antes de dormir, ao acordar, ou durante o banho. Se sentir algo ruim, ou estiver em alguma situação difícil.

Não precisa necessariamente ser para nada específico, e você não precisa saber o que em você criou certo cenário. Simplesmente, limpe. Repita as quatro frases e limpe. Também não importa a ordem das frases.

Com o tempo, você perceberá mudanças. Sincronicidades, abundância, entendimento de questões, insights para solução de problemas e desafios, aumento de criatividade – tudo isso porque você abre caminho para conexão com sua essência, com o Divino que há em você e se expressa através de você.

Ah, já ia me esquecendo. Se você leu esse texto e ficou sabendo do arrombamento na casa, isso também é responsabilidade sua, segundo o Ho’oponopono.

Então, limpe:

Sinto muito, perdoe-me, eu te amo, sou grato.

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Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: xalanx / 123RF Imagens





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