Comportamento

Aos 108 anos, idosa abre mão de vacina contra covid-19: “Deixo para quem pode viver mais”

aos 108 anos idosa abre mao de vacina contra Covid 19 Deixo para quem pode viver mais

Uma decisão bastante polêmica. Entenda melhor o caso de Dona Hilda!



A liberação do uso emergencial das vacinas no país, que aconteceu no último domingo (17), foi uma das melhores notícias que a população recebeu nos últimos tempos. Especialmente para as pessoas que fazem parte dos grupos de risco e estão na frente da vacinação, a decisão de Anvisa trouxe muita esperança de que o fim do medo do contágio está próximo.

Para a maioria das pessoas, a vacinação é uma grande oportunidade que não se pode deixar passar, mas uma senhora do interior do Rio de Janeiro tem causado polêmica ao se posicionar contra isso.

Dona Hilda, de 108 anos, que vive em Rio das Flores, seria a primeira idosa a ser vacinada em sua cidade, segundo O Globo, mas abriu mão do direito à vacinação para cedê-lo a pessoas mais jovens que, segundo ela, “podem viver mais”.


No dia em que a equipe de enfermagem esteve em sua casa para lhe aplicar o imunizante, Dona Hilda disse que não queria a vacina e cedeu o seu lugar para a próxima pessoa da fila.

A idosa acredita que a generosidade é um dos valores mais importantes de uma pessoa e disse que já viveu muito e está quase partindo, por isso decidiu ceder a sua dose.

Dona Hilda vive sozinha e esteve isolada durante a pandemia, mantendo as medidas de proteção.

Uma das netas da idosa, Josélia Aparecida de Oliveira, disse ao G1 que a atitude da avó foi muito generosa, porque ela pensou no próximo, reconhecendo que existem pessoas que têm a oportunidade de ter vidas mais longas.


Dona Hilda se declarou religiosa e afirmou que sabe que a doença irá embora.

Sua decisão pode causar interpretações bastante distintas. Existem pessoas que entendem a sua decisão e empatia, especialmente num momento em que esse sentimento está cada vez mais em falta no mundo, e outras que a condenam, como é o caso da epidemiologista do Instituto de Medicina Social da Uerj, Claudia de Souza Lopes.

Entrevistada pel’O Globo, a profissional disse que a vacinação dos idosos é fundamental para protegê-los, já que são mais vulneráveis e têm maior probabilidade de apresentar quadros graves da doença.

Claudia acrescentou que, apesar de a vacina oferecer proteção individual, também ajuda na proteção coletiva, à medida que o vírus não encontra o hospedeiro sem proteção.


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