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Implantes espirituais negativos:

Implantes espirituais sempre geraram muitas discussões, uns acreditam, outros não.

O mais importante é sempre o respeito a todas as opiniões, estudar e procurar aprender sempre, pois ninguém é dono da verdade absoluta.


O que vou relatar aqui é apenas minha experiência com o que vi e tive a oportunidade de conversar com os espíritos durante as reuniões em que participei.

Em primeiro lugar, já vi implantes e dispositivos espirituais que foram colocados para auxiliar pessoas, mas também já vi alguns que foram inseridos para prejudicar.

Já os vi sendo colocados por desencarnados e também por encarnados, em todos os casos sempre há sintonia entre quem coloca e quem recebe, mesmo que o processo seja inconsciente.


Hoje vou descrever um caso em que trabalhei. Uns 2 anos atrás, um encarnado colocou um implante em outro encarnado e infelizmente, por falta de experiência na época, tomei uma decisão que hoje não tomaria para resolver o problema.

Data: Outubro de 2013

Horário: 09h00


Local: Atendimento durante reunião espírita – São Paulo – SP

A reunião já avançava nos atendimentos, neste sábado em especial, um dos rapazes do grupo trouxe o pai para conhecer o trabalho, pois o mesmo sempre tivera dificuldades na vida que considerava intransponíveis.

Jorge, na casa dos seus 50 anos, era divorciado, não tinha um local fixo para morar, ora morava com um dos filhos, ora com a namorada e por muitas vezes com a mãe. Vivia mudando de emprego, não conseguia um que o fizesse manter-se sozinho, além disso, era usuário de drogas.

Quando Jorge sentou na cadeira, já percebi pela clarividência áreas do seu períspirito bem escuras, como as regiões do estômago, pulmões, garganta, rins, cabeça, entre outras. Alguns espíritos ainda presos aos vícios de Jorge o acompanhavam, mas ficaram de longe, apenas observando.

Foi quando a equipe espiritual, que trabalhava comigo naquele dia, chamou-me a atenção para a região atrás da cabeça de Jorge.

Existia uma espécie de aparelho, que se assemelhava muito a um processador de computador, desse aparelho, saiam micro ligamentos que eram conectados a algumas partes do cérebro. Da parte de baixo, desciam conexões mais extensas que desciam pela coluna e se conectavam com os rins, que, de vez e outra, dependendo do pensamento, soltava uma descarga eletromagnética que paralisada temporariamente um dos rins. Voltei minha atenção ao dispositivo grudado na cabeça.

Com o apoio da espiritualidade, comecei a perceber que os pulsos eletromagnéticos do aparelho eram convertidos em padrões de pensamento que diziam “Você é um vagabundo, nunca vai conseguir nada e ninguém o suporta!”, essas ondas bombardeavam o cérebro de Jorge. Comecei a falar com ele:

– Jorge, como você se sente? Você se acha um vagabundo que não consegue um emprego e uma companheira?

Nesse momento, Jorge desaba em lágrimas, há tempos ele precisava soltar isso.

Com Jorge em um estado menos “fechado”, consegui estudar o dispositivo  e percebi que aquele dispositivo foi colocado pela própria mãe.

Não de forma consciente, mas durante a adolescência e até os dias de hoje colocava esses comandos na cabeça de Jorge e isso foi se moldando a sua vida.

Com o conceito de que devemos sempre acatar as ordens dos pais, acabamos, muitas vezes, sendo vítimas. Nossos pais são seres humanos e falíveis de erros, se não aprendermos a bloquear alguns comandos, muitas limitações serão passadas, continuamente, de pais para filhos.

Eu já não sabia distinguir o real vício dele, pois em função desse padrão de pensamento, ele movia toda sua vida, fazendo tudo com raiva, como se quisesse mostrar ao mundo que não era o que a mãe sempre disse a ele. Quando tudo dava errado, ele mesmo repetia que era um “vagabundo desgraçado”.

Diante desse quadro, comuniquei-me com a equipe espiritual para tirarmos isso dele, o espírito me perguntou se eu tinha certeza do que eu queria: “Claro! Como posso deixar uma pessoa assim?!”

Já tive várias oportunidades durante os anos de trabalho espiritual e todas elas me ensinaram algo, se um espírito perguntar para você se você tem certeza, é melhor pensar de novo se tem mesmo. Toda vez que agi sem pensar o resultado foi negativo.

Incorporei esse amigo espiritual, fui observando o jeito que ele fazia para remover o implante; esse amigo trabalhava com desobsessão e não com a parte cirúrgica.

O espírito puxou o aparelho do períspirito com tanta força que fez um buraco no local, uma ferida enorme. Pedi auxílio às demais pessoas do grupo e fizemos uma doação de ectoplasma, fechamos o ferimento, embora Jorge tenha saído com um pouco de dor de cabeça, tinha certeza que as coisas melhorariam para ele. A reunião se encerrou, fomos todos para casa.

Na semana seguinte, perguntei ao rapaz sobre seu pai.

Fiquei estarrecido com a resposta: Jorge saiu da casa do filho no sábado à noite, após a reunião, e só voltou a dar notícias na quarta-feira, quando ligou drogado da casa da namorada.

Fiquei pensando no que poderia ter dado tão errado.

Jorge nunca mais voltou à reunião, pude encontrá-lo na rua algumas vezes e vi que o dispositivo havia voltado e a situação mantinha-se do mesmo jeito.

Conversei com a espiritualidade sobre o ocorrido.  Eles me esclareceram e assim pude perceber a minha falha.

Não podia ter tirado o dispositivo de uma vez, toda a vida de Jorge era baseada nesse conceito, quando tiramos, ele mesmo disse, tempos depois, que sentiu um vazio enorme na alma, como se nada fizesse sentido! Inconscientemente, voltou a fazer tudo aquilo que o fazia sentir-se mal, pois era o que conhecia, o que estava acostumado e o que movia sua vida, voltou a brigar com a mãe e isso o fazia ter força para fazer suas tarefas.

Podíamos ter começado com ideias novas, de valorização pessoal, reforma íntima, mas optei por tentar resolver tudo no mesmo dia. Infelizmente, não deu certo.

Percebo cada vez mais a nossa responsabilidade com nossos filhos e a ligação que os pais têm conosco. Como um comando familiar tem tanta força e uma frase mal-intencionada, repetida diversas vezes, pode prejudicar nossos filhos, durante anos, em relacionamentos e empregos!?

De tudo isso, fica a lição de prestarmos muita atenção ao que passamos aos nossos descendentes.

Continuo estudando sempre para não cometer mais erros  assim.

Tudo na vida é bom, se não é benção, é lição.

Gratidão sempre!

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Direitos autorais da imagem de capa: udra / 123RF Imagens</a>





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