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A importância de escolher o alimento da mente…

Vivemos na era da informação. Na teoria, esta é a melhor altura da história para se viver. Na prática, os elementos primordiais ao nosso bem estar ficaram perdidos, algures no caminho da evolução. Todos os dias, somos literalmente “bombardeados” por trechos de informação fragmentada e extremamente tendenciosa.



Porque acreditamos que cada vez temos menos tempo nas nossas vidas, ideia essa fruto das falsas necessidades que o mundo corporativo nos tenta impingir, não é incomum governarmos o nosso dia-a-dia através dos títulos das manchetes dos jornais, revistas e da televisão. Como qualquer elemento incompleto, frequentemente criamos afiliações emocionais sem qualquer base credível e que sustente uma postura firme.

Uma das decisões que tomei no meu passado recente, e que teve maior impacto na minha qualidade de vida, foi eliminar o hábito de ler jornais e revistas generalistas e especialmente deixar de ver televisão.

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É verdade, se jornais e revistas sempre tiveram entrada limitada na minha jornada, a televisão era um hábito diário, mesmo que eu tentasse já há vários anos seleccionar a programação de acordo com os meus interesses.

Mas independente dessa minha escolha, era quase impossível ficar alheio a todo o “lixo” que me era impingido durante os intervalos comerciais. Assim sendo, resolvi cortar o mal pela raiz. Cancelei o meu serviço de televisão a cabo e agora, sempre que desejo consumir conteúdos televisivos, uso serviços de subscrição online onde posso matar a minha fome por filmes e séries de qualidade. Com isso eliminei toda a “poluição” por completo e os resultados dessa mudança chegaram à velocidade da luz.

Sempre que partilho esta minha decisão com clientes ou leitores, as perguntas que mais ouço são: “Como é que você consegue?”, “Não sente falta?”, “Não quer saber o que se está a passar pelo mundo?”. Cada uma dessas perguntas é válida, no entanto as minhas respostas surpreendem ainda mais o emissor das mesmas. Uma das coisas mais importantes que aprendi desde que iniciei a minha carreira na área do desenvolvimento humano foi que: é na escolha do “alimento da mente” que reside a nossa base fundamental de bem-estar e felicidade. Ora se 90 a 95% da informação que nos é veiculada pela comunicação social tem carga negativa, como posso eu esperar viver em equilíbrio e de forma positiva?


Da mesma maneira que os alimentos pouco saudáveis impactam negativamente o nosso organismo, a informação pessimista traz efeitos nocivos ao funcionamento da nossa mente. A mente como “computador central” que governa toda a nossa experiência vivencial, precisa dos “nutrientes” certos para produzir uma realidade próspera. Como posso eu esperar evoluir positivamente se permito que os meus momentos de lazer sejam alimentados por termos como crise, corrupção, desemprego, violência, pobreza, assassinato, burla, manifestação, caos, guerra, terrorismo, etc?

Cada elemento que eu permito que entre na minha vida, através da informação que consumo, tem um impacto imediato nos meus três pilares base: racional, emocional e espiritual. Antes que o leitor pense que eu sou alheio ao que acontece no mundo, faça uma reflexão comigo. Se algo acontece que venha a ter impacto na minha vida, é garantido que essa informação virá até mim rapidamente através de amigos ou familiares, mesmo que eu não veja um telejornal, concorda? Sempre foi assim e sempre assim será. Mas observando a quantidade de informação que a maioria da população consome eu pergunto, será que esses elementos são conhecimentos válidos para a sua vida? Ou será que eles representam apenas uma série de interferências e que o afastam do que é realmente importante?

Sei que existem hábitos difíceis de quebrar. Trazemos para a nossa vida adulta aquilo que herdamos na nossa infância. Se ver televisão ou ler o jornal há algumas décadas atrás era considerado um acto social e cultural, nos dias de hoje, isso já não tem fundamento. O mesmo acontece com a grade de programação que nos entra em casa. Os conteúdos são desprovidos de qualquer componente educacional ou de desenvolvimento sustentável da massa social. Em vez de agregarem valor, eles fomentam o pânico, a discussão nas redes sociais e o opinar sobre a vida alheia. Já nem falo na publicidade, que de tanto ser repetida num curto espaço de tempo, nos leva a criar necessidades de consumo fictícias. Perdemos centenas de horas por ano, alimentando a nossa mente com muito conteúdo de baixo valor e que na maioria das vezes nos mantém presos a uma condição desagradável.

Agora deixo-lhe um desafio. E que tal deixar de ver televisão e ler jornais generalistas durante uma semana? Sente-se capaz de cumprir com essa nova rotina? Sei que a sua resposta imediata será: claro que sou capaz! Mas nem tudo o que parece fácil o é. Na verdade, a sua mente está tão habituada a esse ciclo vicioso que aposto que após 24 horas começará a sentir os efeitos da “abstinência informativa”. Mesmo assim reforço: tente passar 7 dias seguidos sem consumir nenhum conteúdo generalista, garanto-lhe que a transformação que irá sentir fará o “investimento” valer a pena.

Se o destino final que todos nós, sem excepção, procuramos na vida é o estado de Felicidade, peço-lhe que dedique o seu tempo de lazer a fazer algo que lhe dê prazer. Conviva com família e amigos (sem usar redes sociais, combinado?), leia um bom livro, ouça música, dance, cante, divirta-se acima de tudo. Irá perceber que a sua vida não é regida pelos acontecimentos terríveis que ouve nas notícias e que, o simples acto de cuidar de si elimina muitos dos receios que tem vindo a alimentar de forma inconsciente.

E que tal aproveitar um dia de sol e caminhar pela praia? Se estiver frio agasalhe-se mas aproveite para respirar o ar do mar, de contemplar a paisagem e de reflectir sobre os seus sonhos. Demonstre mais afecto às pessoas queridas, estimule a positividade e afaste o negativismo. Agradeça todos os dias pela sua saúde, pela sua família, pelos amigos, pelo trabalho, pelo tecto que o protege e sobretudo pela vida. Assim que começar, aos poucos, a mudar o tipo de alimento que fornece à sua mente, sentirá todo o seu corpo a transformar-se. Eliminará o sedentarismo, terá mais vontade de conviver com outras pessoas e de aprender mais sobre o que verdadeiramente importa para si.

De que adianta ficar em pânico por uma suposta decisão do governo, se ela não tem impacto directo no seu bem estar? Existem centenas de exemplos que lhe poderia dar mas, acredito que nesta altura, o leitor já compreendeu onde eu pretendo chegar.

Outro ponto importante é referente aos vestígios do mundo que agora está a deixar e que continua a ser transmitido através das pessoas negativas! Elas farão tudo o que estiver ao seu alcance para lhe passar todas as notícias terríveis que viram, ouviram ou leram na imprensa. Saiba ser selectivo. Pessoas dessas tendem a provocar desequilíbrio na sua vida. Seja cordial, mas afaste-se. Não permita que o alimento venenoso que eliminou do seu cardápio lhe chegue por outras vias. Crie uma biblioteca de livros que o motivem e que lhe tragam novos conhecimentos para viver uma vida mais rica. Veja filmes que o inspirem a procurar melhorar, a cada dia, quem você é.

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No momento em que a poluição visual e sonora é eliminada da sua vida, o caos dá origem ao silêncio e ao vazio. Chega por isso o momento de você alimentar a sua mente com elementos que fomentem a Felicidade Incondicional na sua vida. Em questão de semanas, vai simplesmente esquecer o mundo que deixou para trás e as cores da vida voltarão a ser vibrantes. Lembre-se a cada minuto, que é você que decide o que entra na sua vida e quais os pilares pelos quais ela é governada. Viva tudo o que há para viver, explore tudo o que há para explorar, ame todos os que tem que amar, e finalmente no futuro poderá dizer: “Eu Sou Feliz”.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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