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Incrível: startup consegue construir casas populares com lixo plástico em 1 semana

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A iniciativa sustentável visa oferecer sustentabilidade em construções de qualidade.

EcoDom, uma startup em Puebla (México), está combatendo dois enormes problemas, a poluição e pobreza extrema, com uma solução muito inteligente. Está transformando o lixo plástico do país em materiais de construção para moradias populares. Segundo estimativas da empresa, com cerca de 5 milhões de toneladas de plástico consumidas no México anualmente, não há falta de matéria-prima.

O México está em décimo segundo lugar entre os países que mais consomem plástico no mundo, descartando mais de 5 milhões de toneladas a cada ano. Crescendo no estado de Puebla, Carlos Daniel González, fundador da EcoDom, lembra a prevalência desse poluente e seus danos à sua comunidade. Preocupado com o meio ambiente desde garoto, foi para tentar conter o dano do plástico que ele criou a empresa.

De acordo com informações do portal Unreasonable, em 2013, González fundou a **EcoDom para construir casas duráveis ​​e acessíveis usando plástico reciclado. Além disso, ele decidiu empregar sua solução ambiental para resolver outro problema grave em seu país: a extrema pobreza.

No México, 11,5 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza. Puebla, onde está sediada a EcoDom, é um dos estados mais pobres, com 64% da população vivendo em parcas condições. De acordo com González, isso geralmente significa que as pessoas em seu bairro não têm supridas suas necessidades básicas: alimentação e moradia. Ele diz que alguns lugares onde famílias vivem nem podem ser chamados de casas.

Sua intenção é ajudar o máximo de pessoas possíveis e ainda limpar seu país ao mesmo tempo.

O EcoDom faz isso coletando plástico, derretendo e moldando-o grandes painéis usados como paredes e tetos para construir casas isoladas.

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Direitos autorais: Reprodução / Unreasonable

Segundo González, o processo é relativamente simples. Primeiro, a empresa coleta todos os tipos de plástico usados — de garrafas de refrigerante a brinquedos velhos — e os separa para encontrar os tipos que derretem sem emitir gases prejudiciais. Em seguida, coloca o plástico em uma máquina para cortá-lo. As peças são postas em um forno que aquece até 350 graus Celsius, levando cerca de meia hora para derreter todo o material. Por fim, o líquido passa por uma prensa hidráulica, que simultaneamente comprime e cristaliza o plástico na forma dos painéis.

Cada painel tem quase 2,5 metros de comprimento, 1,20 metro de largura e cerca de 2,5 cm de espessura. As casas têm normalmente cerca de 430 a 460 pés quadrados e contêm dois quartos, um banheiro, uma sala de estar e uma cozinha. A construção de uma casa requer 80 painéis. A capacidade atual da EcoDom é de 120 painéis por dia, transformando e reaproveitando 5,5 toneladas do que antes era lixo.

González informou que leva apenas sete dias para construir uma casa que usa duas toneladas de plástico. O imóvel mantém seus moradores aquecidos e protegidos das intempéries, a custos baixos e com uma grande vantagem para o meio ambiente. O fundador garante que as casas podem durar até 100 anos sem o risco de desmoronar!

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Direitos autorais: Reprodução / EcoDom

Embora a startup tenha construído dois protótipos de casas, a EcoDom vende principalmente os painéis individualmente — um telhado por 600 pesos (33 dólares), uma parede externa por 650 pesos (36 dólares) e uma parede interna por 500 pesos (28 dólares) — para locais e organizações que cuidam da construção de moradias subsidiadas. As famílias só precisam pagar 5.000 pesos (aproximadamente 280 dólares) por uma casa de 131 metros quadrados.

Além de ajudar o meio ambiente e abrigar os necessitados, a EcoDom também estimula a economia local, pagando aos catadores de recicláveis uma taxa mais elevada pelo seu trabalho. Segundo González, os catadores mexicanos recebem valores abusivos de grandes empresas, em torno de 1,5 peso (6 centavos de dólar) por quilo.

Ele pensava que, se pudesse formar alianças com essas empresas, para que pagassem valores mais altos aos seus funcionários, poderia garantir um fornecimento constante de material para os painéis de sua empresa. Funcionou, e ele quase dobrou a renda de vários catadores.

Até o momento, a startup construiu quinhentos quartos para a cidade de Huauchinango. Carlos entende que sua empresa soluciona um problema sério e pensa em levar sua solução para todo o mundo, em um futuro muito próximo.

O homem diz que seu projeto vale a batalha e que dedicará toda a sua vida a expandir sua ideia.

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