Independente, sim!

Leia ouvindo: Jack Johnson – My Little Girl 



Ah, a independência feminina!

Não é só em relação à finanças que nos tornamos independentes, estamos cada vez libertas de algumas amarras impostas pela sociedade, e para mim, a maior prova disso foi o Carnaval! Homens e mulheres de corpo e liberdade expostos de uma maneira bonita.

Vi mulheres fazendo escolhas que antes eram tabu com consciência tranquila, sem o peso de qualquer culpa ou olhares de julgamento. Vi homens engolindo o machismo à seco e achei incrível.

Vamos fazer aquilo que quisermos, sim! A vida, o corpo e a consciência é nossa, e você meu bem, não tem nada a ver com isso.


Que a gente levante cada vez mais essa bandeira das próprias escolhas tendo consciência do ônus e bônus. Não acho que temos que sair por aí batendo no peito e gritando aos quatro cantos nossos ideais se ali no dia a dia não temos culhão para sustentar tal ideal.

Ser independente vai além de pagar as próprias contas, saber trocar uma lâmpada ou morar sozinha. É ser dona do próprio nariz e consciente de suas escolhas.

Sou a primeira a defender mulheres e suas escolhas, vibro quando conheço de perto suas histórias e aventuras, mas me entristece ver que muitas ainda escolhem agredir outras com pensamentos machistas e até mais do que isso que parecem gostar de plantar aquele sentimento de terrível de culpa.

Somos independentes, mas dependemos tanto de agressões gratuitas entre nós mesmas. Julgamos, apontamos, falamos, criticamos e despejamos sentimento de culpa em quem muitas vezes está ali, resolvida diante do caminho que escolheu seguir. Se a atitude dela diante de uma situação é diferente da sua, não cabe a você julgar. O certo e o errado é relativo. Somos feitas das referências. Cada um sabe o que pesa a consciência quando encosta a cabeça no travesseiro, o julgamento não cabe com quem está de fora.


Todas nós temos consciência que o mundo é hostil demais para mulheres, então por que torná-lo um lugar pior? Será que não está na hora de sermos mais compreensivas e menos agressivas? Será que não é hora de nos tornarmos independentes também nesses julgamentos com outras mulheres? Será que não é hora de falarmos sobre aquela tal de empatia tão compartilhada nas redes sociais?

Independentes, sim! Por hora, até o capítulo 1.

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