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A indifirença é a essência da desumanidade!

A Indiferença!



“O maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade.” – George Shaw

Será que seres indiferente aos que amas dói mais do que mostrares indiferença perante os mesmos?

É a indiferença uma rejeição camuflada? É ela mais arrebatadora que o desprezo?

Quando te apercebes que és indiferente àqueles que amas, que já não dizes, ou nunca disseste, simplesmente nada para eles, quando tomas consciência disso. Quando chegas e nada, simplesmente, nada. O olhar de indiferença, ou a falta dele para ti, a expressão que se mantem neutra, o cumprimento que há muito deixou de existir, o fingires que nem vês essa pessoa, os desvios de olhar, o colocares-te de costas…


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A indiferença torna-nos pessoas frias? – Sem duvida! Ficas fria, distante e a certo ponto já nem te conheces a ti mesma. Aquela mulher romântica, cheia de sonhos, com vida no olhar, com uma expressão feliz e sonhadora… Mas continuas e respondes na mesma moeda, com indiferença. E para mim magoa mais. Magoa mais ter de tratar alguém que amo, alguém que outrora era tão próximo, alguém que um dia me fez sonhar, acreditar, planear… com indiferença.


De repente parece um estranho, alguém que nunca viste, que te é completamente indiferente porque não o conheces. Passas essa mensagem mas no fundo está-te a doer manteres uma expressão neutra, quase apática, e esforças-te cada vez mais e mais para continuares nessa farsa de que aquela pessoa que tens sentimentos tão profundos te é completamente indiferente. O esforço é tanto na expressão que te chega a doer a face, o maxilar, o olhar, e todos os músculos da cara.

É como viveres na mentira constante. Tentas mentalizar-te, dizer à tua razão, ao teu corpo e ao teu coração, para não olhares, para não falares, para apenas seres cordial como quem vai ao supermercado e diz “boa tarde” à pessoa da caixa. E vives na cordialidade, na educação do cumprimento, na fachada em que te tornaste.

Mandas calar o teu coração cada vez que há um toque sem querer, um sorriso que involuntariamente saiu, um olhar que se cruzou por força da natureza e tu não o conseguiste controlar. Então dizes ao teu coração para se calar e seguir em frente, para ser forte, para aguentar só mais este bocado, que tudo vai passar, que o tempo cura, que o tempo faz esquecer, que o tempo… bem o tempo passa e tu não o vives.

A indiferença cansa, corrói, despedaça, sufoca… A indiferença faz-te ser quem tu não és. E por momentos, todos os momentos, queres voltar a ser tu, mas não podes deixar cair a máscara de que aquela situação não te afeta, não te destrói, não te quebra. Então tentas mudar a rotina, mudar o café, mudar o trajeto de carro, mudar tudo aquilo que era a tua vida, todos os locais onde costumavas e gostavas de ir, mentalizando-te que é apenas por um tempo. Tempo esse que paras de viver à espera que tudo passe, que tudo acabe, que voltes a seres tu.

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E é aí que te apercebes que aquela pessoa é tudo menos indiferente para ti, que o que sentes nunca pensaste sentir, que a dor que te magoa nunca pensaste que fosse possível acontecer, e é então que te tentas mentalizar que toda esta situação vai-te tornar mais forte, vai-te tornar quase uma super-mulher, que vais sair dela, que vais conseguir, que o tempo cura, o tempo passa, o tempo… E tudo o tempo, aquele tempo que não vives, apenas existes, e acordas todos os dias com a pergunta no pensamento: “Será que hoje já não dói tanto?”.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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