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Injeção da própria essência!

Pense no seu perfume favorito. Como fixa na sua pele. Como você se sente com este cheiro… Uns tempos atrás eu já estava desistindo de usar meu perfume favorito porque descobri que muitas pessoas próximas passaram a usá-lo por minha influência. Lamentei, mas pensei que eu sou inovadora e, diferente da maioria, rapidamente encontro e me adapto a uma nova fórmula.


Mas passado um tempo, conversando com uma perfumista, ela me lembrou que cada corpo tem seu próprio cheiro e que o mesmo perfume reage de forma diferente em cada um. É química. Provei um perfume novo que gostei e “o meu”, e então ela me disse:

– Sua feição ao provar “o seu” não deixa dúvidas que ele combina mais com você.

Ela me lembrou que aquele perfume ressoa com a minha própria essência e que dane-se se outras pessoas estão usando.

De fato, é a fragrância que mais gosto de sentir em minha pele. É a fragrância que estranhos me param na rua, se aproximam e me elogiam. Quem me conhece diz que sabe se passei por um lugar porque foi possível sentir o “meu cheiro” (e não, “o meu perfume”).


Esse papo todo sobre o perfume para chegar ao ponto que quero mais falar, sobre a alma. Acredito que nossa alma é a nossa essência, nela carrega tudo o somos, fomos e temos potencial de nos tornar. Quanto mais próximos dela estamos, mais nos sentimos integrados com a vida, mais cada coisa que fazemos tem todo sentido do mundo. Mais tranquilos, confiantes e seguros ficamos. Isto do que estou falando é intuitivo, é de se perceber ou sentir e não de pensar ou raciocinar e há pessoas que têm este efeito sobre nós… Parecem ser uma injeção de nós mesmos.

Estar ao lado de alguém com quem nos sentimos com total liberdade de nos explorarmos, de nos aprofundarmos em nós mesmos, e consequentemente, no outro também, é um privilégio que a vida nos dá somente quando estamos muito receptivos. Quantas vezes convivemos com pessoas que forçamos a nos identificar, ou então, que são totalmente diferentes de nós, admiramos, respeitamos, porém não conseguimos nos aprofundar.

Esse encontro de ir à fundo em si é um estado de consciência profundo. Estar presente em si mesmo e perceber o outro tão presente e consciente de si mesmo (sem medos, vergonhas, freios, excessos), de tão simples é complexo de explicar. É algo que simplesmente é, existe, posso chamar de energia, de magnetismo. É invisível.


Mas como sei que a presença dessa outra pessoa aciona minha própria essência?

Porque me sinto segura em minha própria pele, porque meu coração e minha mente falam na mesma língua… Algo na presença da pessoa acontece dentro de mim, que sinto “com a bateria carregada”. Um silêncio interno acolhe tudo o que está acontecendo externamente. É muito importante dizer que não devo creditar a outra pessoa a minha essência. Ela é minha, ela existe e posso entrar em contato com ela de diversas formas. Mas é muito bom quando, pela vida, encontramos com alguém que apenas a sua presença aciona nosso próprio néctar.

Levar uma injeção de si mesmo, é receber o melhor e o maior amor. Inevitavelmente, esse amor transborda e chega ao outro também… Isto do que estou falando é tão real, que depois de falar ou encontrar com esta pessoa “injeção”, outras pessoas com quem convivo notam uma diferença física. Me perguntam o que fiz, porque estou diferente (elogiam como radiante, bonita, serena).

Portanto, rodeiem-se de pessoas, situações, músicas, artes, escritores, filmes, comidas, eventos que ajudem você a se conectar com sua essência.

Tudo o que fazemos pode ser uma conexão. Você saberá que está mais perto da sua quando houver um silêncio interno no fluxo de pensamentos e um sorriso sereno no rosto.





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