Insanidade mental

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Que acontece quando passas uma vida inteira a tentar abrir uma arca – onde julgas estar grande tesouro – e, de repente, quando a consegues abrir, vês que está vazia?



Constatas que levaste uma existência cheia de expectativas. Tamanha frustração revela-se fonte de sabedoria, alertando-nos que devemos deixar de lutar connosco próprios.

A derrota tem o condão de esvaziar a mente; derrotados cessamos o pensamento, passando a aceitar pequenas dádivas de braços abertos. Quão frustrante descobrir que o nosso pequeno baú não tem nada dentro, o baú dourado que decidimos abrir, hesitantemente, pela última vez. A frustração incita-nos a culpabilizar o amor à mínima contrariedade. Erro crasso. O amor revolve as entranhas.

INSANIDADE MENTAL - FOTO 01


A maioria desconhece real significado da palavra amar, porque não se ama em lugar cimeiro. A vida contém demasiados mistérios. Amar comporta riscos, amar requer bravura. E loucura. Se a paixão desaparecesse do nosso quotidiano, seriamos consumidos pelo desânimo.

Quando uma derrota tem capacidade de roubar o alento de viver, ela demonstra quão infundamentada é.

O Universo revela a nossa missão de vida recorrendo a dispersos fragmentos da alma, e sempre que isso acontece, nada permanece igual. Não raro o reconhecimento que resulta numa relação espelho, onde cada um olha para dentro de si mesmo – O olhar tudo diz. A impotência não pode ter o poder de nos paralisar. Em momentos de maior tensão, devemos colocar as mais diversas situações nas mãos do acaso.


A veracidade do coração é um guia infalível, devemos pedir incessantemente que ele se manifeste. Manifesta-te! Manifesta-te! Manifesta-te! Apenas nos magoamos a nós, os outros limitam-se a acelerar a evolução que tentamos travar, testando incessantemente medos que escondemos – Compreensão cuja finalidade visa alumiar o imenso e denso campo de dor que carregamos às costas.

INSANIDADE MENTAL FOTO DE CAPA E FOTO 02

São quase seis horas da manhã, acordei às cinco, sobressaltada. Escrevo compulsivamente. Agradeço o privilégio de ouvir o chilrear dos pássaros, onde um novo dia nasce lá fora. Aqui e agora, nada mais há a fazer. Para descargo de consciência, que se saibam as voltas que dei para contornar esta situação. Lamento, não consigo. Pela primeira vez, ao fim de muito tempo, deixo falar a voz do coração. Até então, fui o mais racional possível. Gostava de apagar tudo da memória, mas correria o risco de igualar o amor a um crime. E castigo. Estou à beira do abismo por gostar muito, muito de alguém. Será isto amor?

Natércia Barros in “Amor, Sabedoria e Poder – Diário de uma Índigo”

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